Parte dos estabelecimentos de SP não respeita a proibição

Apesar de nunca ter sido liberado pela Caixa Econômica Federal, o bolão é comum em lotéricas. Entre quarta e quinta-feira, o Estado visitou dez estabelecimentos do tipo em São Paulo e constatou que três ainda comercializam esse jogo, seis abandonaram recentemente o método e um, pressionado pela Caixa, parou apenas por esta semana.

, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2010 | 00h00

Na MegaSorte, na Rua Clélia, na Lapa, zona oeste, fazer a "fezinha" custa R$ 5. Os participantes apostam, em grupos, na Mega-Sena. Segundo a atendente, os comprovantes do jogo ficam na mão do lotérico. E é preciso confiar no empresário caso os números sejam sorteados.

O mesmo ocorre no estabelecimento sem identificação na fachada localizado na Rua Venâncio Aires, em Perdizes, também na zona oeste. Lá, a aposta sai por R$ 6. Há um papel colado na parede vendendo o jogo irregular. "E se veio para participar do bolão, nem precisa pegar fila", avisa uma funcionária.

Já a atendente da lotérica Boa Sorte, na Avenida Engenheiro Caetano Alvares, no Limão, zona norte, diz que nesta semana o dono optou por não fazer o bolão. Motivo: "A Caixa está em cima." "Mas tudo voltará ao normal no próximo sorteio", diz.

Para os apostadores, a possível liberação do jogo coletivo pela Caixa é uma boa notícia. "Sempre participei de bolões", diz o gerente de vendas Blenicio Falbo, de 72 anos, na frente de uma lotérica dentro do supermercado Carrefour, no Limão. "Mas tinha receio de confiar no lotérico. Se criarem um sistema que nos garanta o prêmio em caso de vitória, é muito melhor."

Ontem, ele e a mulher, Nely, jogaram na Mega-Sena. Eles não fizeram o bolão porque a lotérica parou com a prática. "Eu acho que tinham de legalizar até o bicho", protesta Nely. "Assim, parava com essa hipocrisia e não dava mais problema."

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