Gustavo Lopes/Estadão
Gustavo Lopes/Estadão

Parques em São Paulo ainda têm problemas, 50 dias após denúncias

Secretário de Meio Ambiente prometeu solução para fevereiro; Prefeitura diz que será necessário completar processo de licitação

Gustavo Lopes, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2015 | 07h25

SÃO PAULO - Há cerca de 50 dias, a Rádio Estadão apresentou uma série de reportagens sobre a condição das áreas verdes em todas as regiões da capital paulista. Funcionários reclamavam da falta de equipes de manejo e segurança nos locais, o que causava o acúmulo de lixo, a falta de poda e o aumento da violência. Na época, o secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente, Wanderlei Meira do Nascimento, havia dado o prazo até o fim de fevereiro para a solução.

Em visita aos parques, na semana passada, porém, a reportagem constatou que algumas áreas verdes ainda sofrem com a falta de apoio do poder público. No Shangrilá, bairro do Grajaú, zona sul, foi enviada uma equipe de manutenção.

No entanto, ainda não há segurança no local. Em fevereiro, a principal quadra de futebol do parque estava completamente alagada. Após a denúncia da Rádio Estadão, o poder público enviou uma equipe para drenar o espaço, que hoje é aproveitado pela população.

No Chácara das Flores, no Itaim Paulista, zona leste, seis seguranças fazem agora a ronda no local, mas, sem equipes de manejo, o mato cresce e o lixo é acumulado. "Até fevereiro existia uma equipe de manutenção, mas o contrato acabou", informou um funcionário, que não se identificou. Outro problema grave, registrado no mês passado, foi a falta de limpeza do córrego que corta o local. "Uma equipe da subprefeitura do Itaim Paulista fez a limpeza, até pelo risco de dengue", explicou.

Nas zonas norte e oeste, o quadro é o mesmo. Sem equipes de manutenção, os funcionários se desdobram para manter os parques limpos. Caso do Vila dos Remédios, no bairro de mesmo nome, onde costuma faltar até papel higiênico. "Até agora a equipe de manutenção não veio", relatou um funcionário. No Parque São Domingos, no Jaraguá, até os seguranças ajudam no trabalho de manejo. Em todos os parques visitados, funcionários disseram que não há uma resposta da Prefeitura de quando a situação será regularizada.

Outro lado. Procurado novamente, o secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Wanderlei Meira do Nascimento, informou que os parques visitados pela reportagem fazem parte do último lote a ser contemplado com a nova licitação, que foi aberta para contratar as equipes de segurança e manejo. "Muitas vezes as empresas entram com recursos que atrasam o início do trabalho, mas os contratos já estão assinados."

Segundo o titular da pasta, até 15 de abril todas as áreas verdes da cidade terão equipes de manutenção e segurança. "Os espaços estarão com os serviços regularizados", garantiu.

Sobre o Parque Vila dos Remédios, onde falta até papel higiênico, o secretário Wanderlei Meira do Nascimento informou que o fornecimento desse tipo de material é feito pelas empresas contratadas. "A equipe de manejo, além da manutenção, é obrigada, por contrato, a levar os materiais de limpeza."

No Parque Shangrilá, no Grajaú, onde não existem seguranças, o secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente ressalta que pediu apoio da Guarda Civil Metropolitana.

Nascimento destacou ainda que negocia com a GCM e a Polícia Militar para ampliar a segurança nos parques e construir bases móveis naqueles com situação mais crítica. A ideia é adotar uma série de ações, como o "Cinema no Parque". "Esses locais precisam ser ocupados pelo povo. Isso resolverá grande parte dos problemas."

Tudo o que sabemos sobre:
São PauloParques

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.