Parques e museus são opções antissamba

Interior também é alternativa para quem busca sossego no feriado

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2009 | 01h53

Com a cidade tranquila – cerca de 1,2 milhão de carros devem deixar a capital durante o feriadão –, o paulistano que não gosta do ziriguidum pode aproveitar para descansar e se divertir. Os 50 parques municipais funcionam normalmente durante os quatro dias de carnaval, exceto o da Luz que, como de costume, fecha apenas segunda-feira para manutenção.     Veja também:  Cobertura completa do carnaval 2009     Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da folia Especial: mapa das escolas e os sambas do Rio e de SP        Quem for ao Ibirapuera poderá se divertir no único planetário em funcionamento da cidade. Além de sábado e domingo (15h, 17h e 19h, a R$ 5), como de praxe, haverá seções na terça-feira. Para os que gostam de ler ao ar livre, há o projeto Bosque da Leitura – com livros disponíveis todos os domingos nos Parques do Ibirapuera, do Carmo, do Piqueri e da Luz (neste também aos sábados).   O Zoo e o Zoo Safári (R$ 13, cada), que normalmente não abrem às segundas, funcionarão todos os dias durante o carnaval. Quem preferir passear pelos museus terá de se programar bem: a maioria vai abrir apenas no sábado e no domingo. É o caso do Museu do Ipiranga (R$ 4, grátis neste domingo), do Masp (R$ 15), da Pinacoteca do Estado (R$ 4, grátis aos sábados), do Museu do Futebol (R$ 6) e do Museu da Língua Portuguesa (R$ 4). Neste último acontece uma oficina, gratuita, que ensinará jovens a partir de 13 anos a confeccionar bonecos de carnavais de rua. Já ocorreram aulas no dia 9 e ontem. Haverá outras na sexta e no sábado.   Interior   O interior de São Paulo também oferece diversas opções para quem prefere fugir dos salões, dos desfiles de escolas de samba, do transtorno das estradas que levam ao litoral e do movimento das praias. Com o tempo chuvoso, o Circuito das Águas Paulista aguarda ao menos 100 mil turistas no feriado, de acordo com o diretor de Relações Institucionais do consórcio dos oito municípios do circuito, Carlos Tavares. Segundo ele, a região possui 17 mil leitos em hotéis e pousadas. "Mas há muitas casas e chácaras para alugar. O número de pessoas aumenta muito nos feriados", afirmou. O turista pode utilizar as Rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Dom Pedro e Fernão Dias. No site www.circuitodasaguaspaulista.com.br, há informações sobre as cidades.   Marchinha e aventura   Para quem quer sair do circuito dos sambódromos, mas busca algo animado, São Luís do Paraitinga (a 171 quilômetros de São Paulo) tem um carnaval diferente. A cidade realiza o festival de marchinhas com blocos organizados pelos moradores. "Tenho amigos que vão há cinco anos para São Luís. Eles adoram. Vou tentar neste ano. Sempre fujo do carnaval, já fiquei em casa de praia, em ilha sem energia elétrica. Agora vou acampar", disse a assessora Ana Carolina Garcia, de 24 anos, que mora em São Paulo.   Os apaixonados por aventura podem conhecer a Pedra do Baú (com ao menos 30 rotas de escalada até o cume), uma das principais atrações da estância climática de São Bento do Sapucaí, município a 164 quilômetros de São Paulo, cravado na Serra da Mantiqueira. Ali não faltam montanhas, cachoeiras, rios e turismo de aventura.   O advogado Roberto Morandini Junior, de 28 anos, já tem a rota para fugir do carnaval: o destino é Vargem, a 97 quilômetros da capital. A chácara que ele chama carinhosamente de rancho é um refúgio às margens da Represa de Jaguari-Jacareí. "A gente pesca, descansa, come, dorme. Volta renovado."   Colaborou Tatiana Fávaro

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