Parque no Campo Belo terá escalada e pista de patinação

Com 35 mil m² e dois anos de atraso, nova área verde vai ocupar espaço do antigo Clube do Chuvisco, além de terrenos do entorno

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2012 | 03h06

Com dois anos de atraso, a Prefeitura abriu processo de licitação para a construção do Parque do Chuvisco, na região do Campo Belo, zona sul da capital. Com 35 mil metros quadrados de área, terá pista de patinação, parede de escalada e brinquedoteca, além de praças, quiosques e ciclovia. Orçada em R$ 17 milhões, a obra faz parte das compensações derivadas da Operação Urbana Água Espraiada e deveria ter sido entregue em 2010.

O parque vai ocupar a área do antigo Clube do Chuvisco - de uso exclusivo dos funcionários da extinta Varig -, além de terrenos no entorno, como a Praça Durval Pereira. Hoje, a área está em ruínas. Paredes da estrutura terão de ser demolidas durante a construção da obra.

A entrada principal será feita pela Rua Ipiranga, via paralela à Avenida Jornalista Roberto Marinho, já no limite com o Jabaquara. Após a assinatura do contrato, as obras devem ser executadas em nove meses. Se tudo correr sem imprevistos, o parque abrirá as portas no fim de 2013.

De acordo com a empresa municipal SP Obras, responsável pelo projeto, a demora está relacionada às diversas alterações realizadas na proposta inicial. O diretor de Desenvolvimento e Projetos, Pedro Evangelista, explica que as mudanças ocorreram por causa do túnel que ligará a Marginal do Pinheiros à Rodovia dos Imigrantes e à Linha 17-Ouro, o monotrilho da zona sul. "Uma série de necessidades impostas por essas obras fez nosso projeto ser revisto", diz.

Segundo Evangelista, as diversas alterações farão do parque um local diferenciado. "O Chuvisco terá uma gama de equipamentos que não se vê normalmente em parques municipais, como parede de escalada e pista de patinação. Também vamos construir lá um núcleo de educação ambiental e um galpão multiuso, com brinquedoteca e biblioteca. O conceito é aproveitar o espaço ao máximo."

Projetado para ocupar cerca de três quarteirões na frente do piscinão da Roberto Marinho, o parque ainda vai "herdar" o conjunto de quadras poliesportivas construídas em volta do reservatório. A troca é uma espécie de compensação, já que o piscinão será coberto e usado provavelmente como pátio do monotrilho da zona sul.

Quando estiver pronto, o parque vai integrar o circuito da ciclofaixa da zona sul, a primeira instalada na cidade para ligar os parques da região.

Túnel. Todos os projetos estão interligados. O Parque do Chuvisco, por exemplo, terá acesso direto ao futuro parque linear que será construído em paralelo ao túnel da Roberto Marinho. Com 2,4 km de extensão, terá início no cruzamento com a Avenida Doutor Lino de Morais Leme e deve custar mais de R$ 2,4 bilhões.

A licença ambiental prévia da obra já foi emitida, mas os trabalhos de escavação do túnel ainda dependem de uma segunda licença para início dos serviços. A conclusão de todo o projeto, no entanto, depende diretamente da autorização judicial para desapropriação de cerca de 12 mil imóveis, entre casas antigas do Jabaquara e favelas.

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