Parque do Ibirapuera tem guerra de travesseiros

Embate com 1,5 mil pessoas durou cerca de uma hora e acabou com várias 'armas' destruídas

da Redação, estadao.com.br

04 Abril 2009 | 19h03

 

SÃO PAULO - Uma verdadeira batalha tomou conta de uma parte do Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, na tarde deste sábado, 4. Foram cerca de 1,5 mil pessoas, todas munidas com uma 'arma' inusitada: o travesseiro. A Pillow Fight Brasil (ou Guerra de Travesseiro) começou as 17 horas e acabou com vários travesseiros destruídos, numa guerra sem feridos.

 

O evento, que poderia ser enquadrado como um flash mob - reunião instantânea de uma pequena multidão em local público para realizar ações inusitadas -, tem caráter mundial e ocorre em diversos locais. Segundo pesquisas realizadas pelo organizador, o estudante Caio Komatsu, de 19 anos, a Pillow Fight teve a sua primeira edição em Nova York, em 2006.

 

 

 

Criado e divulgado quase exclusivamente no meio virtual, o Pillow Fight atraiu atenção de anunciantes reais. Uma fábrica de travesseiros se dispôs a doar algumas peças, que serviu de munição para os participantes do evento. Uma estação de rádio faz chamadas para o evento e um provedor topou hospedar a página dos organizadores de graça.

 

A batalha de travesseiros que já fez voar muitas penas pelo mundo tem regras claras, elaboradas em Lisboa. Uma delas é ser discreto: o  participante precisa levar o seu travesseiro dentro de um saco grande, de preferência de lixo. Outra regra é não lutar com quem não esteja devidamente "armado". Almofada ou travesseiro que não sobreviveram ganham uma solenidade no fim do embate. A peça seria recolhida para que ser doada a uma ONG de reciclagem, conforme descrito no artigo 9 das leis da Pillow Fight brasileira.

 

Quaisquer manifestações políticas são vetadas. Tanto que uma provocação iniciada no site, postada por Paulo Reiss Fernandes, que diz que "a brincadeira vai ser muito divertida, mas, em vez de organizar futilidades como essa, deviam usar essa capacidade de mobilização para assuntos relevantes a todos", foi encerrada por Caio de forma simples e direta: "Existem flash mobs voltados a essas questões, porém neste não são permitidas manifestações políticas e ideológicas..."

 

(Com Lívia Deodato, de O Estado de S.Paulo)

 

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