Parque do Ibirapuera tem 15 áreas perigosas, diz governo

Mapa mostra onde há assaltos, roubos, furtos de veículos e bicicletas, além de atos obscenos e venda de drogas

Luísa Alcalde, Jornal da Tarde,

09 de outubro de 2009 | 08h17

A Prefeitura de São Paulo fez um mapeamento dos locais mais perigosos do Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, e identificou 15 áreas onde ocorrem frequentemente assaltos, roubos, furtos de veículos e de bicicletas, além de atos obscenos, prostituição masculina, consumo e tráfico de drogas. A análise da Guarda Civil Metropolitana (GCM), em conjunto com a empresa de vigilância patrimonial GSV, foi apresentada na terça-feira em reunião do Conselho Gestor do Parque do Ibirapuera. Com base nesses dados, a administração municipal planeja uma série de ações para combater a criminalidade no parque.   

 

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A região da passarela que faz a ligação entre a Praça da Paz e a marquise, por exemplo, foi apontada como ponto de risco de assaltos e roubos a frequentadores que costumam caminhar ou correr pelas imediações. "São questões assim que exigem um trabalho conjugado com a Polícia Militar", defende o administrador do Ibirapuera, Heraldo Guiaro. As quadras nessa área também foram apontadas como local de consumo e tráfico de drogas.

Mais adiante, dois dos bolsões de estacionamento públicos, o que fica entre a Fundação Bienal e a Oca, na Alameda do Café, e o do Museu de Arte Moderna (MAM), são os pontos em que mais ocorrem furtos de veículos, de mochilas e de pertences deixados dentro de carros. De acordo com Guiaro, somente neste ano 63 veículos foram encontrados pelos vigias da GSV ou pelos GCMs com vidros abertos ou com as chaves no contato. Por causa disso, a Guarda Civil decidiu instalar no local uma cabine de vigilância elevada.

O empresário Diego Lourenço, que deixava o carro no bolsão de estacionamento do MAM pela primeira vez, anteontem à tarde, se surpreendeu quando soube que a área se destacava no mapa da Prefeitura como líder no ranking de furtos. Outra que se surpreendeu foi a psicóloga Fernanda Cunha, de 26 anos, que vai ao Ibirapuera toda semana. "Não tenho medo, mas acho importante que se faça a divulgação dos pontos perigosos para poder evitá-los", ressaltou.

R$ 50 A ZONA AZUL

Já quem frequenta a área externa próxima do portão 10 tem de enfrentar a constante ação dos flanelinhas. "Eles chegam a cobrar por uma folha de Zona Azul, que deveria custar R$ 3, até R$ 50", afirmou Guiaro. Para tentar conter esse tipo de extorsão, a GCM precisa deslocar para o local, aos domingos, uma viatura da corporação.

No mês passado, a reportagem publicou levantamento feito com base em 91 boletins de ocorrência de delitos cometidos no Parque do Ibirapuera, registrados nos últimos quatro anos no 36º Distrito Policial (Paraíso). De janeiro a agosto deste ano, os crimes quintuplicaram, em comparação com igual período de 2008. Em 2009, houve 35 delitos - no ano passado, foram 7.

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