Parque Augusta: R$ 110 mil de multa por poda

A área verde da Rua Augusta na esquina com a Caio Prado (região central de São Paulo) é alvo de mais uma polêmica. O local, já declarado pela Prefeitura como de utilidade pública para a criação do Parque Augusta - que até hoje não saiu do papel - recebeu uma poda irregular que renderá multa de R$ 110 mil para a empresa que fez o serviço e para Armando Conde, proprietário do terreno e dono de uma incorporadora.

Márcio Pinho, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2010 | 00h00

Segundo a Secretaria do Verde, a poda foi inadequada e "abre portas para possível infecção das árvores e adoecimento". O corte, iniciado na sexta-feira, foi interrompido na tarde de terça-feira, quando vizinhos chamaram a polícia para denunciar uma poda que consideravam "agressiva". "Estavam tirando galhos demais", afirmou Sérgio Carrera, integrante do movimento SOS Parque Augusta.

Em maio, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) publicou uma portaria autorizando a construção de uma escola no local. Por meio da Assessoria de Imprensa, a incorporadora de Conde afirmou que o corte não teve a ver com a construção da escola. Segundo a assessoria, usuários do estacionamento que funciona no local pediram o serviço.

A Prefeitura dá outra explicação. Segundo a Secretaria do Verde, os galhos prejudicavam a iluminação pública das ruas adjacentes. O estacionamento, da rede Patropi, também foi multado.

"É estranho que quando os moradores começam a se mobilizar em prol do parque, num momento em que a Prefeitura quer uma escola no local, tem início essa poda de árvores", diz Carrera.

Das 600 árvores do terreno, segundo levantamento da comunidade, 25 foram podadas. A Prefeitura havia autorizado o serviço em 53. A Rena"s World, que fez a poda, diz que o trabalho não foi agressivo.

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