Parentes de vítimas de acidentes prestam auxílio em Congonhas

Presidente do grupo de ajuda afirma que acidente no aeroporto em São Paulo era 'tragédia anunciada'

Humberto Maia Junior, do Estadão,

17 de julho de 2007 | 22h37

Assim que soube do acidente com o avião da TAM, a presidente do grupo Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos, Sandra Ássali, foi para o Aeroporto de Congonhas prestar auxílio aos familiares das vítimas. Há cerca de dez anos, ela passava pela mesma situação. Seu marido, o médico José Abu Ássali, foi um dos 102 mortos no acidente com o avião Fokker 100 da TAM, em outubro de 1996. Revoltada com mais um acidente, ela culpa a pista de Congonhas: "Foi uma tragédia anunciada."   "As autoridades estão fazendo vista grossa com os problemas de Congonhas", diz. "Ninguém investe para dar segurança à pista de Congonhas e, mesmo assim, permitem o pouso de aeronaves grandes, que não têm condições de pousar lá com segurança."   Sandra afirma que a falta de aderência da pista seria resolvida com a instalação de concreto poroso, que segura a roda no momento da freagem. "A Infraero já admitiu isso, mas diz que o projeto custa milhões."   Ela prevê ainda um longo período de sofrimento para os familiares das vítimas. Nesta terça mesmo, logo após chegar ao aeroporto, criticava a falta de estrutura para atendê-los. O ideal, segundo ela, é atribuir responsabilidades a um amigo próximo, que ficaria responsável por questões legais como o reconhecimento do corpo e a cobrança de seguros e indenizações.   "Primeiro, vamos apertar a mão (dos familiares) e dar apoio", afirma. "Num segundo momento, vamos auxiliar na cobrança dos direitos como seguro obrigatório."

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