Parentes de vítima da cratera protestam

A Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do Metrô foi inaugurada ontem sob protestos de parentes do cobrador Wescley Adriano da Silva. Ele foi uma das sete vítimas da tragédia no canteiro de obras, em janeiro de 2007, quando uma cratera engoliu parte da rua, carros e a van em que estava o cobrador. Em vários momentos, os familiares xingaram o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

17 Maio 2011 | 00h00

A viúva do cobrador, Thaís Ferreira Gomes, de 24 anos, levou o filho de Wescley, Kauã, de 4, mas foi impedida de entrar na estação. Após a passagem de Alckmin, os portões foram fechados. "Abriram quando o Alckmin já estava na outra estação. Vim, porque nós queríamos uma placa em homenagem às sete vítimas, mas nem lembraram."

Um tio e uma tia do cobrador furaram o bloqueio e acompanharam Alckmin à distância até a Estação Faria Lima, também na Linha 4. "Vocês são desumanos. Até hoje não deram assistência psicológica para os familiares", gritou Elenildo Adriano, tio de Wescley.

Alckmin lamentou a tragédia. "Nosso sentimento de solidariedade pela tragédia ocorrida. É muito triste o que aconteceu." Uma moradora do bairro também cobrou o governador por rachaduras em sua casa. Ela é uma das poucas pessoas que ainda brigam na Justiça com o consórcio responsável pela obra - o restante fez acordo.

Também protestaram na manhã de ontem integrantes do Movimento Passe Livre e metroviários, que reclamam da concessão da linha para a iniciativa privada. Um jovem foi detido durante a confusão e levado ao 14.º DP, sendo liberado em seguida.

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