Arquivo pessoal
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Parede de prédio em demolição cai e mata idosa na calçada em Bauru

Passagem pela calçada não havia sido fechada; Prefeitura interditou a obra após a morte

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2019 | 14h55

SOROCABA – Uma idosa de 69 anos foi atingida na calçada pelo desabamento da parede de um prédio que estava sendo demolido, no fim da tarde desta quarta-feira, 7, em Bauru, no interior de São Paulo. A vítima, Maria Aparecida Losnak, chegou a ser levada com vida para um hospital, mas não resistiu à gravidade das lesões.

O acidente aconteceu na rua Gustavo Maciel, zona sul da cidade, região próxima do centro. O prédio do antigo cinema Vila Rica estava em obras de demolição, mas a passagem pela calçada não havia sido fechada. Após a morte, a prefeitura interditou a obra e autuou a empresa responsável.

Conforme a Polícia Militar, a idosa caminhava pela parte livre da calçada, entre o tapume da obra e o meio-fio, quando a parede de alvenaria do piso superior desabou. A mulher foi prensada pelos escombros contra um carro que estava estacionado na rua. Os funcionários que trabalhavam na obra ouviram os gritos da idosa e a encontraram coberta pelos entulhos.

A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros a retirou com vida, mas gravemente ferida, com esmagamento na bacia e nos membros inferiores. Levada inicialmente para o Pronto Socorro Central, a vítima foi transferida para o Hospital de Base de Bauru, onde morreu.

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as causas e possíveis responsabilidades pelo acidente com morte. Uma perícia foi realizada no local. A prefeitura informou que já identificou o responsável técnico pela execução da obra e notificou os órgãos profissionais para as providências.

Segundo a Secretaria de Planejamento, apesar de a obra ter responsável técnico, ela não possuía alvará de execução, estando o processo de licenciamento ainda em trâmite na pasta. "Por não dispor dessa licença, a obra não poderia ter sido iniciada e, portanto, foi autuada e embargada", informou em nota.

O ex-marido de dona Cida e pai de seus dois filhos, o escriturário Claudio Fernandes, se disse indignado com o acontecido. "Em pleno centro da cidade, uma obra destas sem alvará e ninguém viu? É estranho que só depois que acontece a tragédia, vão lá e embargam. E agora? Minha filha (Juliana) está chegando do Canadá e não vai ver a mãe dela viva", disse.

Segundo ele, a prioridade agora é amparar os filhos, mas, num segundo momento serão acionados os responsáveis pelo acidente que resultou na morte de Maria Aparecida.

Em redes sociais, amigos e conhecidos lamentaram a morte trágica da idosa, que era católica atuante da Paróquia São José Trabalhador, na Vila Industrial, em Bauru. Além da filha Juliana, Dona Cida, como era conhecida, deixou o filho Carlos.

Seu corpo estava sendo velado no Centro Velatório Terra Branca e será sepultado, nesta sexta-feira, 8, às 10 horas, no Cemitério Jardim do Ypê, em Bauru.

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