'Parecia piada de português', lembra autor

As obras do Canindé - o estádio da Portuguesa - já haviam começado quando, por volta de 1964, o arquiteto Hoover Américo Sampaio foi contratado. "Parecia brincadeira. Estavam erguendo um estádio sem ser projetado, somente a partir de uma planta feita por um decorador", conta ele, hoje com 80 anos e ainda na ativa - dá aulas na Universidade Mackenzie. "E o fosso que tinham feito no entorno do campo? Não deixaram nem local de acesso aos jogadores: no começo foi improvisada uma ponte de madeira." Mas o arquiteto nega a mais famosa piada sobre a obra - a de que um trator teria sido enterrado no campo, após ter sido esquecido no meio do campo. "Isso não aconteceu."

O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2012 | 03h02

O Canindé é a única obra do tipo assinada por Sampaio, especialista em hospitais e clínicas. "De modo geral, fazer estádio é mais simples", avalia. "E ele não fez feio", aponta o memorialista Everton Calício, diretor do Museu da Associação Portuguesa de Desportos. "Seu projeto, com arcadas modernistas, é até hoje objeto de estudo de estudantes de Arquitetura."

Desde que o estádio foi inaugurado, há exatos 40 anos, Sampaio - que torce para o São Paulo, mas confessa não ser muito fã de futebol - jamais havia retornado ao Canindé. Na sexta-feira, ele informou que faria a visita ontem, pela primeira vez - foi convidado para almoçar no clube. / EDISON VEIGA

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