Paraná foi o 1º a usar o método, mas laboratório fechou

O Paraná foi pioneiro em usar técnicas de hipnose em investigações criminais desde os anos 1980. O grande avanço ocorreu em 1999, com a criação do Laboratório de Hipnose Forense, que ajudou a solucionar mais de mil casos. Mas ele fechou uma década mais tarde, por falta de profissionais especializados. A introdução da técnica ocorreu por iniciativa do então perito Rui Fernando Cruz Sampaio. O fechamento aconteceu justamente porque ele se aposentou e não havia quem o substituísse. Durante as sessões, apenas o especialista participava e, às vezes, um artista forense, para a elaboração do retrato falado.

Renato Machado e Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

13 Março 2011 | 00h00

Não eram produzidos laudos sobre as sessões de hipnose e as informações nunca eram usadas como provas. Se alguém lembrasse uma placa, os policiais iam atrás do veículo e obtinham outras informações.

Um caso de sucesso ocorreu em 2002. A polícia encontrou um andarilho de cerca de 20 anos em Curitiba que não sabia quem era. Hipnotizado, balbuciou o nome das cidades de Esplanada (BA) e Estância (SE). Os peritos descobriram que ele sumira de casa 14 anos antes e constava como morto.

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