Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Paralisações de ônibus prejudicam cidades na Grande São Paulo

Três empresas estão totalmente paradas e uma parcialmente, afirma EMTU; manifestação afeta ao menos 190 mil pessoas na região metropolitana

Caio do Valle, Fabiana Cambricoli e Marcelo Osakabe, O Estado de S. Paulo

22 Maio 2014 | 10h57

SÃO PAULO - Segundo a Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU), quatro empresas que fazem o transporte intermunicipal na Grande São Paulo estão paralisadas nesta quinta-feira, 22. As viações Miracatiba, Viação Osasco e Mobi Brasil estão completamente paralisadas, enquanto a Urubupungá trabalha com 80% da capacidade.

A manifestação dos motoristas e cobradores afeta passageiros de seis cidades da Grande São Paulo e do ABC Paulista: Osasco, Barueri e Carapicuíba, Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Diadema.

Juntas, as viações Miracatiba, Osasco e Mobi Brasil operam 850 ônibus e atendem 190 mil pessoas por dia em Itapecerica e Embu (Miracatiba), Osasco e Carapicuíba (Osasco) e Diadema (Mobi Brasil). A Urubupungá atende outras 80 mil pessoas por dia nas cidades de Osasco e Barueri.

Em Osasco, pelo menos 65% da população está sem ônibus, após as duas empresas que operam na cidade iniciarem uma paralisação. A estimativa da população prejudicada foi dada pelo prefeito Jorge Lapas na manhã desta quinta-feira. "Nós já havíamos fechado o acordo de reajuste com o sindicato no sábado passado. Ontem, nós fomos pegos de surpresa com essa paralisação que, provavelmente, está sendo feita por uma dissidência do sindicato. É uma ação exatamente igual à realizada na capital".

Segundo prefeito, toda a zona sul da cidade, que é atendida pela empresa Viação Osasco, está sem ônibus. Já a zona norte, onde opera a empresa Urubupungá, cerca de 30% da frota está fora das ruas. "Esperamos que essa situação seja resolvida na tarde de hoje, durante audiência de conciliação marcada no Tribunal Regional do Trabalho de Osasco".

Capital. Na capital paulista, os ônibus da empresa Santa Brígida começaram a deixar a garagem da viação, na zona norte, por volta das 9h desta quinta-feira. Três veículos articulados chegaram a ser apedrejados por funcionários paralisados e tiveram que retornar. A Polícia Militar interveio.

Depois de uma negociação do diretor de operação da Santa Brígida, Danilo Alves dos Santos, os grevistas permitiram a saída de veículos às 9h55.

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