Wilton Junior/Estadão
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Paralisação de policiais civis fracassa na cidade de São Paulo

De 20 delegacias consultados pela reportagem do 'Estado', apenas uma não realizava atendimento normal; sindicato já previa baixa adesão

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2014 | 12h53

Atualizada às 16h15

SÃO PAULO - A tentativa de paralisação dos policiais civis do Estado de São Paulo fracassou na capital. O movimento, puxado pelo Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), não mobilizou a categoria nem outros servidores da polícia, como delegados e escrivãos.  O Estado procurou 20 delegacias na capital e apenas um  não fazia o atendimento normal: o  8ª DP (Brás), onde só é feito o serviço básico nesta quarta-feira, 21. 

"Aqui em São Paulo a gente já tinha noção de que não ia dar certo", diz o presidente do Sipesp, João Batista Rebouças da Silva Neto. "Parece que São Paulo não tem holerite. No interior estão participando dessa advertência. Aqui, em São Paulo, realmente é complicado. Parece que eles estão contentes com a situação".

De acordo com a entidade, o "ato de advertência" teve maior adesão no interior do Estado, como nas cidades de Bauru e Lins.

Outros Estados. Policiais civis de outros 13 Estados sinalizaram uma paralisação pelo menos parte das atividades nesta quarta-feira. No Rio de Janeiro, a ação teve baixa adesão por causa da divisão da categoria, que convocou dois atos em horários e locais diferentes, organizados por dois sindicatos.

Policiais civis de Minas Gerais fecharam o trânsito no início da tarde desta quarta-feira no centro de Belo Horizonte. Cerca de 100 policiais civis, segundo a Polícia Militar (PM), fizeram passeata em algumas das principais vias da região central, onde atearam fogo em caixões que simbolizam a segurança pública no País.

Na manhã desta quarta, policiais civis, militares e federais realizaram uma passeada pelas ruas do centro de Porto Velho, em Rondônia. A polícia de trânsito acompanhou a manifestação, que foi pacífica. Os serviços de primeira necessidade serão mantidos durante todo o dia, como a prisão por flagrante e condução de detidos. As outras atividades serão realizadas com redução de 30% do atendimento.

Policiais civis capixabas aderiram à paralisação nacional. Agentes, investigadores e peritos da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo participaram na manhã desta quarta de Assembleia Geral Conjunta na Chefatura de Polícia, em Vitória.

Os policiais civis do Pará realizaram, na manhã desta quarta, uma manifestação na Praça Batista Campos, em Belém. O movimento reuniu poucas pessoas, mas a categoria informou que aderiu ao movimento nacional de paralisação e garante que 50% dos profissionais pararam.

A segunda paralisação de 24 horas da Polícia Civil da Bahia em pouco mais de um mês - a primeira, em 16 de abril, foi em apoio à paralisação dos servidores estaduais - não afeta a rotina em Salvador.

Em Alagoas, as paralisações das Polícias Civil e Federal não têm uma adesão forte. Algumas delegacias de Maceió operam normalmente.

Já a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul não paralisou suas atividades nesta quarta-feira, mas marcou um dia de greve para esta quinta-feira, 22.

Em Pernambuco, os policiais civis e federais não aderiram à paralisação nacional nesta quarta-feira. No entanto, um grupo de oposição ao Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) faz uma passeata na área central do Recife, nesta tarde, para reivindicar melhorias salariais.

No Maranhão, o sindicato que representa os policiais civis não aderiu à greve. A situação está tranquila em São Luís, mas pode ficar complicada com a greve de ônibus que deve se iniciar por volta da meia-noite desta quinta-feira.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul não participa de greve nesta quarta-feira e está trabalhando normalmente.

Também não houve paralisações das atividades da Polícia Civil em Santa Catarina, onde todo o efetivo trabalha normalmente, conforme informou o Governo do Estado.

Em Goiás, a Polícia Civil, através de seu sindicato, decidiu não fazer nova greve neste momento. Há dois meses houve uma paralisação. /COLABORARAM ANGELA LACERDA, CARLOS BATISTA, CLARISSA THOMÉ, CRIS BRITTO, ELDER OGLIGARI, ERNESTO BATISTA, GABRIELA AZEVEDO, JOÃO NAVES DE OLIVEIRA, LARISSA FAFÁ, MARCELO PORTELA, MARÍLIA ASSUNÇÃO, QUÉTILA RUIZ, THAISE CONSTANCIO, TIAGO DÉCIMO E TOMÁS M.PETERSEN

 

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