Paralisação de ônibus contra incêndios deve ser realizada nesta 4ª

Motoristas e cobradores afirmam que vão fazer manifestação das 10 às 12 horas nos 32 terminais de ônibus existentes na capital

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2014 | 13h40

SÃO PAULO - Motoristas e cobradores de ônibus estão preparando nesta terça-feira, 4, uma paralisação dos coletivos da capital que deve ser realizada nesta quarta-feira, 5, entre as 10 e as 12 horas nos 32 terminais da cidade. O protesto é contra a violência e o ato de incendiar ônibus.

De acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans), empresa que gerencia o transporte municipal, 119 coletivos foram incendiados neste ano. O balanço foi fechado no último dia 2. Em todo o ano de 2013, foram 65 coletivos, ainda segundo a empresa.

A paralisação tem como motivação a morte do motorista John Carlos Soares Brandão, que teve ferimentos em metade do corpo após o ônibus que dirigia ser incendiado na zona norte da capital no dia 18 de outubro. Ele morreu depois de passar quatro dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de São Mateus, na zona leste.

Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas (Sindmotoristas), Valdevan Noventa, o objetivo do protesto é conscientizar a população e as autoridades municipais e estaduais sobre os riscos que motoristas, cobradores e passageiros correm dentro dos coletivos.

"Precisamos de uma fiscalizaçãointensiva, principalmente nos pontos mais críticos da cidade. É fundamentalque a população se conscientize. Vamos esperar que aconteça algo pior com a população, com gestantes, idosos ou mais motoristas?", questiona. Noventa diz que espera a adesão dos 36 mil motoristas e cobradores que atuam na capital em todos os terminais de ônibus que existem na cidade.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) disse que dá apoio às reivindicações dos profissionais que atuam em coletivos, mas sugere que parte da frota continue circulando durante a manifestação.

"A orientação do sindicato aos seus associados é de colocar toda a frota operacional, determinada pela SPTrans, em circulação, para que os usuários tenham garantido o seu direito de deslocamento, mesmo fora dos horários de pico", informa a nota.

 

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