Paralisação de motoristas pode causar falta de combustível em SP

Já falta gasolina em postos da cidade; condutores de caminhão cruzaram os braços em protesto à proibição do tráfego na Marginal do Tietê

Solange Spigliatti, estadão.com.br

05 Março 2012 | 08h29

Atualizado às 15h30

SÃO PAULO - Os trabalhos de descarga e de distribuição de combustível nos postos da capital paulista e região metropolitana de São Paulo continuavam paralisados às 15h30  desta segunda-feira, 5, sem previsão de normalização, de acordo com informações do presidente do Sindicato dos Transportadores de Cargas Líquidas e Corrosivas do Estado de São Paulo, Bernabé Gastão.

Por causa da paralisação, já falta combustível em postos de São Paulo.

Os motoristas cruzaram os braços na madrugada de hoje em protesto à proibição do tráfego de caminhões a partir de hoje na Marginal do Tietê em outras 25 vias da capital entre as 5h e 9h da manhã e das 17h às 22h, de segunda à sexta-feira. Aos sábados, a restrição será das 10h às 14h. Multas de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira começam a ser aplicadas aos veículos que desrespeitarem a restrição.

 

De acordo com o presidente do Sindicato, a partir do segundo dia da interrupção da entrega dos combustíveis, os postos de combustíveis começarão a sentir o reflexo da paralisação e começarão a apresentar falta de combustível.

Segundo Gastão, os postos de distribuição do Ipiranga, na zona sul da cidade, Guarulhos, São Caetano e Barueri estão parados. "Se caso o governo não se manifestar, outros cerca de 20 sindicatos do país já confirmaram a adesão à paralisação, gerando uma greve nacional", afirma Gastão. Só na capital paulista cerca de 54 mil veículos estão cadastrados.

 

"Desde dezembro do ano passado, o Sindicato dos Transportadores de Rodoviários de Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) vem pedindo uma audiência com prefeito Gilberto Kassab e o secretario e transporte para encontrar uma solução e em nenhum momento eles responderam, explica Gastão."

 

Os motoristas, segundo o presidente, não têm outra opção para trafegar enquanto o Rodoanel não estiver totalmente construído", explica. "Em oito horas, é impossível o trabalhador carregar o caminhão e chegar ao seu destino final sem passar principalmente pela Marginal do Tietê", conclui. "Os motoristas encontram pontos de restrição em todo lugar, e isso aumenta o custo do frete, além de os motoristas serem multados", explica.

 

Protestos - Os motoristas de caminhões também fariam no começo da manhã de hoje protestos em várias vias públicas contra a restrição ao tráfego de veículos pesados em avenidas do minianel viário de São Paulo. Segundo Gastão, os protestos não serão feitos na Marginal do Tietê, para não prejudicar motoristas de veículos de passeio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.