Alexandre de Paulo / Comunicação Siemaco-SP
Alexandre de Paulo / Comunicação Siemaco-SP

Paralisação de garis afeta coleta e faz lixo se acumular em parte da cidade de São Paulo

Categoria parou atividades por 24 horas nesta terça-feira em reivindicação pela vacinação contra a covid-19. Pontos com acúmulo de materiais foram vistos nesta quarta na capital. Prefeitura diz que serviço voltou a operar

Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2021 | 23h08

A paralisação feita por trabalhadores da área de limpeza urbana da cidade de São Paulo na terça-feira, 8, reivindicando priorização da categoria na fila da vacina contra a covid-19, afetou a coleta e fez o lixo acumular em parte da capital. Segundo estimativa do Siemaco-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo), a greve de 24 horas feita por cerca de 17 mil garis gerou acúmulo de 18 toneladas de lixo em toda a cidade.

Ainda assim, o sindicato, que representou os trabalhadores durante a greve, defende que o retorno do serviço de limpeza urbana apenas na manhã de quarta-feira, 9, foi suficiente para que todo o lixo fosse recolhido. Pontos de acúmulo foram vistos ao longo do dia no centro da cidade. De acordo com a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), os serviços voltaram a operar normalmente e supriram a demanda.

“Lamentavelmente, apesar da Amlurb manter diálogo constante com o Siemaco-SP e considerar injustificável a paralisação de 100% dos serviços essenciais sem aviso prévio em uma situação de pandemia, o ocorrido afetou grande parte da cidade”, disse a Prefeitura de São Paulo.

“Os serviços de limpeza urbana são essenciais para manter a zeladoria da cidade e contribuir com a saúde pública da capital. Dentre eles a varrição, lavagem de feiras livres, coleta domiciliar de lixo, manutenção de papeleiras, operação de ecopontos e pátios de compostagem. Esses serviços são realizados diariamente nos 96 distritos do município de São Paulo, cobrindo as 32 subprefeituras.”

Como não foi notificada sobre a paralisação, a Prefeitura de São Paulo reforçou que o artigo 13 da lei geral de greve, que determina a comunicação com 72 horas de antecedência para qualquer paralisação, foi desrespeitado. “Pelo descumprimento e para garantir a prestação do serviço essencial à população, a Prefeitura vai tomar as medidas legais cabíveis”, diz.

Já o Siemaco-SP reclama que não teve retorno oficial da demanda de priorização na fila de vacinação. Segundo o porta-voz do sindicato, o único efeito gerado foi um ofício enviado pelo senador Alexandre Giordano (PSL-SP) ao Ministério da Saúde e ao governo do Estado de São Paulo, solicitando urgência na vacinação da categoria. “Se não tiver nenhum retorno (sobre a demanda de priorização na fila da vacinação), há a possibilidade de paralisação e até de greve. De greve, mesmo. Aí é sem hora para acabar”, informa o Siemaco-SP.

Em nota divulgada na terça-feira, 8, o governo do Estado de São Paulo informou que o Programa Estadual de Imunização (PEI) de São Paulo segue as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde para a definição dos públicos-alvo a serem imunizados. “No entanto, é fundamental que o Ministério da Saúde disponibilize mais vacinas para a ampliação da imunização e a inclusão de novos grupos”, complementou.

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