Paraitinga deve receber R$ 17 mi para reconstrução de igrejas

Valor foi estimado pelo Condephaat; Governo do Estado deve restaurar Capela das Mercês e Igreja da Matriz

João Carlos de Faria, especial para o Estado

22 Janeiro 2010 | 19h04

A Secretaria de Cultura do Estado deve destinar cerca de R$ 17 milhões para a reconstrução das duas igrejas de São Luiz do Paraitinga, que acabaram destruídas pela enchente que atingiu a cidade no início de janeiro. Esse é o valor estimado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat).

 

O assunto foi discutido na última quinta-feira, 21, quando os membros do Condephaat se reuniram para discussão e definição das estratégias que irão nortear a reconstrução do conjunto arquitetônico da cidade. A reunião determinou que os dois prédios serão reconstruídos pelo Governo do Estado. A proposta é manter as características originais da Capela das Mercês, mas projetar uma versão mais flexível para a Igreja Matriz. A Diocese de Taubaté vai executar os projetos, que devem ser iniciados ainda nesse ano.

 

Com relação aos casarões, o Condephaat determinou que as fachadas dos prédios prejudicados pela enchente serão reconstruídas de acordo com o estilo original, mas será facultado aos proprietários promover mudanças no interior dos. "Haverá mais liberdade, pois a reconstrução deve visar o conforto", disse o secretário da Cultura, João Sayad.

 

RECONSTRUÇÃO

 

De acordo com documento divulgado pelo Condephaat, a reconstrução de sobrados e casas, deverão usar, em princípio, a técnica construtiva de alvenaria e bloco cerâmico. Com relação à Igreja da Matriz, três opções poderão ser adotadas: contemporâneo, reconstrução no formato em que o edifício estava no momento em que ruiu ou adoção de solução estilística original.

 

Em todos os casos, o órgão indica o reaproveitamento de materiais remanescentes, derivados da seleção de objetos dos entulhos dos escombros. No caso da Capela das Mercês, possivelmente seja aditada uma técnica similar à taipa.

 

Uma comissão, formada por conselheiros e técnicos da Secretaria de Cultura vai redigir as diretrizes para orientar de forma objetiva a elaboração dos projetos de recuperação ou reconstrução. Esse documento será submetido à aprovação do Condephaat.

 

As igrejas foram construídas no século 19, mas só a capela mantinha suas características originais; a matriz passou por diversas reformas, a última em 1930. Além das duas igrejas, outros seis casarões foram derrubados pelas águas. No total, 437 imóveis do período do café, construídos nos séculos 18 e 19, eram tombados pelo Condephaat na cidade.

 

CARTÓRIOS

 

Cerca de R$ 59 mil já foram arrecadados pela Associação dos Notários e Registradores do Estado para ajudar na reconstrução dos três cartórios da cidade, atingidos pela inundação. Toda a documentação foi atingida pela lama e terá de ser recuperada.

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