Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Paradas há mais de um ano, obras da linha 4-Amarela são retomadas

Governador Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu que a estação Higienópolis-Mackenzie será entregue em 12 meses

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

12 Agosto 2016 | 12h30

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que foram retomadas nesta sexta-feira, 12, as obras das quatro estações da linha4-Amarela do Metrô. Paralisadas desde julho do ano passado, após o contrato com o consórcio responsável ser rescindido, a primeira estação a ser entregue será a Higienópolis-Mackenzie, em um ano. As estações foram prometidas inicialmente para 2014.

"A obra já está novamente contratada. Já deveria estar pronta, lamentavelmente,  o consórcio abandonou a obra. Tomamos todas as providencias, porque não há ninguém mais interessados que nós [o governo do Estado] pra entregar as obras. Infelizmente, a empresa quebrou e tivemos que abrir nova licitação", disse o governador

O contrato para as obras também ficou R$152 milhões mais caro do que o anterior. As obras da segunda fase da linha - que ligará a Luz, no centro, à Vila Sônia, zona oeste da capital - foram iniciadas em 2012, mas o Metrô reiscindiu o contrato em julho de 2015 pelo não cumprimento do acordo por parte da construtora. 

Até julho de 2015, quando os dois contratos com a empresa Isolux Corsán foram rescindidos por atrasos na execução, o custo seria de R$ 706,9 milhões. Durante a vigência do negócio, o Metrô pagou à empresa R$ 236,9 milhões, 33,7% do total. Das estações previstas, só a Fradique Coutinho foi entregue e entrou em operação em novembro de 2014. 

O Metrô relicitou a obra, dessa vez por R$ 858, 7 milhões. De acordo com Clodoaldo Pelissioni, secretário de transportes metropolitanos, o novo contrato ficou mais caro porque o novo projeto é mais completo que o anterior. "[Agora] a obra saiu com o projeto executivo definitivo. O projeto ficou mais completo, vamos ter menos projeções de aditivos ou modificações. Por isso, saiu um pouco mais cara, mas temos uma convicção maior do cumprimento dos prazos", disse o secretário. 

Ainda segundo Pelissioni, o consórcio que abandonou a obra foi multada em R$ 23 milhões e está proibida de participar de licitações de obras do Estado em 2 anos. O pagamento da multa ainda está em disputa judicial, mas, segundo o secretário, assim que for pago, o valor será usado para investimento em outras obras.

Além da entrega da estação Higienópolis-Mackenzie em 12 meses, o governador informou que o cronograma das obras também prevê a conclusão da estação Oscar Freire em 15 meses; a estação São Paulo-Morumbi, em 18 meses; e a estação Vila Sônia o terminal de ônibus integrado, em 36 meses. 

"Essa daqui [Higienópolis-Mackenzie] é a mais adiantada, está mais de 60% concluída. O tunel sob a rua da Consolação já está pronto e haverá dois acessos à estação, um pela Consolação e outro na rua Rio Preto", disse Alckmin. 

Chacina. Um ano depois da maior chacina da história do Estado, em 13 de agosto, quando 17 pessoas foram assassinadas e três policiais militares e um guarda-civil foram apontados como os responsáveis pelas execuções, o governador voltou a prestar solidariedade aos familiares das vítimas. 

"[Presto] nossa total solidariedade às famílias e ao compromisso com a apuração dos fatos. Foi feito todo um trabalho de investigação, dos oito denunciados, a Justiça aceitou a denúncia contra quatro que vão para júri popular. Os demais vamos ter que aguardar. Os sete PMs acusados já estão com processo de expulsão da corporação, mas temos que esperar o prazo para o direito de defesa", disse Alckmin. 

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