Parada no bar é obrigatória para jogadores, árbitros e torcedores

Alguns bares já se tornaram pontos de encontro do rúgbi. Recusar a "cervejada" é visto como desrespeito. "Depois do jogo, a gente esquece a rivalidade do campo e todo mundo é amigo. Isso traduz um pouco do espírito do esporte", explica o estudante de Engenharia Leandro Pão, de 22 anos. Praticante recente, conheceu a modalidade pela TV em 2007, já aprendeu a importância do que está além do jogo. "Cada um bebe o que quer, mas a parada é obrigatória."

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2010 | 00h00

No Brooklin, zona sul da cidade, o Louie Louie é uma das arenas mais movimentadas. O dono, Murilo Perez, de 47 anos, transmite às quintas-feiras partidas ainda inéditas no Brasil, que baixa pela internet. "Passo praticamente todos os jogos, campeonatos europeus, australianos e até sul-africanos", ressalta. Os frequentadores até criaram um time, o Keep Walking. "São só veteranos. Aqui todo mundo joga há pelo menos 20 anos."

No All Black, nos Jardins, o rúgbi também é o esporte número 1. De família argentina, Firmin Padilha, de 38 anos, joga desde os 9 anos e instituiu no bar a segunda como dia oficial da transmissão de partidas. "Está crescendo o número de interessados e a internet ajuda. Em dias de jogos, o movimento é bem grande."

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