Parada de aviões será facilitada em Congonhas, diz Jobim

Ministério da Defesa anuncia aérea de escape nas pistas do aeroporto, que vão ser reduzidas a partir de sábado

Tiago Décimo, do Estadão,

14 de setembro de 2007 | 11h47

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta sexta-feira, 14, que a decisão de criar uma área de escape no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, vai "facilitar a parada dos aviões que não conseguirem frear". A declaração foi feita durante a visita a Guarajuba, distrito de Mata de São João, no litoral norte da Bahia, a 60 quilômetros de Salvador.   Nesta manhã, Jobim participa das comemorações do Dia Marítimo Mundial. O ministro da Defesa disse que a redução do comprimento das pistas principal e secundária de Congonhas trazem um aumento significativo para a segurança das operações no terminal.   Segundo anúncio do ministério, a pista principal do aeroporto passa a ter 1.640 metros de extensão (tinha 1.940 metros) e a secundária, 1.195 metros - ante os atuais 1.435 metros. "Não tenha dúvida que essa alteração vai trazer mais segurança", assegurou. "Ao reduzir a parte utilizável das pistas, vamos ter a área de escape, para facilitar a parada dos aviões que não consigam frear", acrescentou. "Vamos ter absoluta tranqüilidade e acabar com qualquer problema de tensão em relação ao Aeroporto de Congonhas".   O ministro também afirmou que técnicos estão avaliando o uso de asfalto poroso na área de escape, para possibilitar a parada mais rápida dos aviões em caso de emergência. "É um tipo de asfalto que faz o avião atolar", informou. "Se der certo, a idéia pode ser levada a outros aeroportos."   No comunicado, explica-se que as companhias aéreas vão ter de alterar a configuração das aeronaves utilizadas e/ou reduzir seu peso, para se enquadrarem nos novos tamanhos das pistas. "A pista secundária, por exemplo, não poderá ser usada por aeronaves grandes", conta. "Foi uma decisão exclusivamente nossa, mas demos ciência à Gol das medidas e também comunicamos a TAM. Eles sabem perfeitamente que em matéria de segurança não abrimos mão."   Gafe   Jobim cometeu uma gafe logo ao começar seu discurso para os cerca de 200 pessoas, entre representantes da marinha e de organizações não-governamentais ligadas à preservação do meio ambiente - tema central do evento. "Não trabalhem demais, porque disso baiano não gosta", disparou.   Mais tarde, voltou atrás. "Não disse que baiano não gosta de trabalhar. Disse que o baiano é inteligente, que sabe que trabalhar e só trabalhar dá neurastenia e intolerância. Agora, trabalhar com lazer e prazer, que é o que o baiano faz, é o que traz a possibilidade de sorrir."   Matéria ampliada às 14h29

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