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Para tirar o assunto do noticiário

Considerado um administrador discreto, Grella deve tirar tema da segurança das manchetes

Bruno Paes Mando e Marcelo Godoy - O Estado de S.Paulo,

22 de novembro de 2012 | 02h03

Casado e pai de duas filhas, Fernando Grella Vieira concluiu o curso de Direito em 1979 na PUC-Campinas. Tornou-se procurador do Estado em 1981, carreira que seguiu por três anos, até ingressar no Ministério Público Estadual. Começou em Campinas e veio para a capital em 1987. Foi assessor jurídico de dois ex-procuradores gerais. Virou procurador em 2001 e, em 2008, foi eleito procurador-geral. Cumpriu dois mandatos e permaneceu no cargo até abril.

Para simpatizantes, Grella foi um procurador-geral conciliador e discreto, capaz de pôr ponto final na disputa acirrada entre dois grupos políticos que se engalfinhavam no MPE. Ao vencer as eleições, deixou diferenças de lado e colocou opositores em postos chaves.

Para os críticos, Grella representa a ala conservadora do MPE, que perdeu apoio de promotores por aplicar uma política "insossa, que tirou o protagonismo do Ministério Público no Estado" e não pôs na internet salários dos promotores.

Os dois lados concordam, no entanto, que Grella é um administrador discreto e avesso aos holofotes, o que deve ajudar a tirar o tema da segurança do noticiário. Mesmo que para isso, segundo opositores, o acesso à informação seja dificultado. É de Grella o ato 718/11, que coloca limites a entrevistas de promotores.

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