Para tirar as rolhas sem sacrifício

Dois especialistas testaram abridores de vinho; os modelos elétricos são ideais para quem não tem habilidade nem força

VALÉRIA FRANÇA, O Estado de S.Paulo

24 Dezembro 2011 | 03h02

Depois do tipo, da marca e da safra do vinho, os apreciadores da bebida pensam em qual será a comida ideal para harmonizar e na taça perfeita. Por fim, lembram do saca-rolha - e, às vezes, ninguém tem um à mão. Além de indispensável, um bom abridor pode evitar que a rolha quebre ou até se mexa do gargalo.

Como há muitos modelos à venda, o Estado recorreu à opinião dois especialistas: A sommelière Ana Paula de Oliveira, de 32 anos - que abre em média 40 garrafas por dia na Enoteca Fasano World Wine -, e o francês Emmanuel Bassoleil, de 50, chef executivo do restaurante Skye.

No teste do saca-rolhas, nenhum deles deu nota aos equipamentos, pois eles explicam que não existe um abridor que seja o melhor. Há, sim, equipamentos mais adequados para cada tipo de consumidor.

Bassoleil, por exemplo, não se adaptou ao Houdini, saca-rolha mecânico que funciona com um sistema de alavanca. "A rolha saiu muito fácil, mas as alças são frágeis. Nas minhas mãos, que são grandes, elas quebrariam rapidamente."

Ana Paula achou o modelo grande e um pouco desajeitado. "O bom é que ele vem com uma espiral extra mais longa", explica a sommelière. "Os vinhos envelhecidos ficam com a rolha muito úmida. Se o saca-rolhas não tiver uma espiral maior, ela quebra", explica.

Entre os modelos mecânicos testados, o que mais agradou foi o WMF, da linha Pro Wine. "É simples, compacto e se adapta a todo tipo de gargalho", observa Bassoleil. Já o modelo similar da holandesa Brabantia coube apenas nos gargalos mais estreitos.

O único problema do WMF é que ele atravessou a rolha. "Isso não pode acontecer, porque desse jeito caem pedaços dela dentro do vinho", diz Ana Paula.

Com bateria. Os saca-rolhas elétricos são os mais fáceis e práticos para quem não tem força, habilidade ou paciência para tirar a rolha da garrafa. O da Waring, por exemplo, tira 80 rolhas com apenas uma carga de bateria. Mais atual, o da Metrokane tem um display que indica o número de unidades abertas. São modelos ideais para festanças regadas a muitas garrafas de vinho.

Passou com louvor no teste um modelo clássico, o Rabbit, da Metrokane, com um abridor de cervejas em uma extremidade e, na outra, uma espiral que funciona com duas alavancas.

O preferido pelos especialistas, porém, é mecânico, simples e pequeno. Cabe no bolso. Trata-se do modelo conhecido como sommelier, com sistema de alavanca único e com forma de T. "Mas eles exigem mais habilidade", admite Ana Paula. "E, às vezes, um pouco de força."

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