Para secretário, proposta do governo federal é 'oportunismo barato'

Antonio Ferreira Pinto afirmou que só alguém que não conhece Paraisópolis e SP pode fazer uma proposta de ocupação aos moldes da feita no Complexo do Alemão

O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2012 | 02h05

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, afirmou que a proposta do governo federal é "oportunismo barato" e "provocação". "São Paulo não merece isso", disse. "É hora de a gente olhar para frente, falar em alto nível, parar com ironias. E de nós nos concentrarmos no interesse público. A proposta é risível e sem sentido", disse.

Segundo o secretário de Segurança, as provocações do governo federal começaram na véspera da eleição municipal, quando uma nota de jornal afirmava que o Ministério da Justiça havia oferecido ajuda ao governo de São Paulo. "Eu liguei para o ministro da Justiça (José Eduardo Martins Cardozo) na véspera de eleição e disse que o ministro não podia mentir e dizer que ofereceu algo que não tinha oferecido. Ele (o ministro) disse que era muito pressionado pelo grupo político dele e, se não fizesse isso, estaria morto", afirmou.

Ferreira Pinto ainda afirmou que só alguém que não conhece Paraisópolis e São Paulo pode fazer uma proposta de ocupação aos moldes da feita no Complexo do Alemão. "É uma comunidade de 70 mil habitantes. Temos base da PM funcionando lá dentro, guardas-civis metropolitanos, escolas, postos de saúde e diversos equipamentos."

O secretário ainda acredita que o governo federal quer superdimensionar a crise em São Paulo para "desconstruir a segurança pública" no Estado. Ferreira afirmou que em março já tinha feito o pedido de renovação de convênios que São Paulo faz com o governo federal, voltados, por exemplo, a softwares, e equipamentos de Polícia Técnica e Científica. "Essa ajuda eles podem nos dar. Mas é preciso uma discussão mais séria", disse.

Já a presidente do Conselho de Segurança do Morumbi, Julia Titz, disse que acha a proposta boa, desde que venha somar com a segurança do bairro. "Não é fácil prever o que vai ocorrer. Mas concordamos com tudo o que for para somar". / BRUNO PAES MANSO

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