Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Para secretário, suposta atuação do PCC na Cracolândia consagra PM

Afirmação foi feita após reportagem apontar que facção teria ordenado aos usuários de crack que deixassem a Praça Princesa Isabel

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2017 | 13h09

SÃO PAULO - O secretário estadual de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves, disse nesta sexta-feira, 23, que uma eventual atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região da Cracolândia seria em decorrência da eficiência da ação da Polícia Militar.

A afirmação foi feita após ele ser questionado sobre uma reportagem do portal UOL, que revelou que o PCC teria ordenado aos usuários de crack da Praça Princesa Isabel que deixassem o local. O "fluxo" agora ocupa a Praça Júlio Prestes, 500 metros mais adiante e a uma quadra do coração da "antiga Cracolândia"

"Se qualquer organização criminosa ver necessidade de mudar de um lugar para outro é por eficiência da polícia", afirmou.

O secretário, porém, questionou o fato de uma das fontes da reportagem ser um membro do Ministério Público Estadual (MPE) que falou sob condição de anonimato.

Apreensões

Durante a entrevista coletiva, que aconteceu após uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o secretário afirmou que desde o começo do ano já foram apreendidas em São Paulo 44,5 toneladas de drogas.

Desde o dia 21 de maio, quando a PM fez a primeira operação na Cracolândia, foram apreendidas na região 56,7 quilos de droga, sendo 12,5 quilos de crack, segundo Alves.

"É um trabalho que não tem hora para terminar, não importa se os usuários migraram de um lugar para o outro", disse.

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