Para Promotoria, filha mandou matar ministro

O Ministério Público do Distrito Federal denunciou ontem a arquiteta Adriana Villela como mandante do assassinato de seus pais - o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e Maria Carvalho Villela - e da empregada da família, Francisca Nascimento da Silva. Os três foram mortos com 73 facadas em 28 de agosto do ano passado, no apartamento onde moravam, em uma quadra nobre de Brasília.

Rosa Costa, O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2010 | 00h00

O promotor Maurício Miranda, do Tribunal do Júri de Brasília, afirma que o inquérito contém provas periciais e testemunhais "bastantes contundentes". O inquérito está protegido pelo segredo de Justiça.

O promotor disse que continuam em andamento as investigações para identificar os executores e outras pessoas envolvidas no crime.

A denúncia foi feita horas depois de Adriana falar ao Estado sobre supostos equívocos e falhas na apuração que, segundo ela, justificariam a transferência do inquérito para a Polícia Federal. "Nossa família está abalada, sempre fizemos tudo para ajudar na elucidação das mortes, mas desde o início temos convivido com a imperícia técnica que só dificulta a identificação dos responsáveis", afirmou.

A Coordenação de Investigação de Crimes contra a Vida, encarregada das investigações, pediu sua prisão temporária, da delegada Martha Vargas e de mais três pessoas. Todos, à exceção da delegada, já estiveram presos.

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