Para promotor, advogados estão 'batendo cabeça'

A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, presidente do Tribunal do Júri de Contagem, argumentou em seu despacho que a autorização para cada advogado questionar todos os réus e testemunhas levaria ao "absurdo de prolongar indefinidamente uma instrução criminal", que poderia se "arrastar por vários dias". A juíza argumentou ainda que isso poderia causar a "inusitada situação" de um advogado fazer perguntas para uma mesma testemunha em diversos julgamentos.

O Estado de S.Paulo

04 Março 2013 | 02h08

Para o assistente da acusação, advogado José Arteiro Cavalcante, os advogados dos réus "estão esperneando porque não sabem o que fazem". Segundo Arteiro, não há irregularidades no processo e o problema para a defesa é apenas "as provas técnicas que mostram que Bruno mandou matar". Com a experiência de atuação em mais de 1,6 mil julgamentos, o promotor Francisco de Assis Santiago acredita na possibilidade de os advogados tentarem tumultuar as sessões, mas não "acredita em nulidade". "Não vi consistência da defesa. Estão batendo cabeça. Espero tudo desse grupo", provocou. "Mas nada vai alterar o resultado, que será a condenação", concluiu. / M.P.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.