Para Prefeitura, shopping é solução. Mas falta terreno

Cenário: Felipe Frazão e Rodrigo Burgarelli

O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2011 | 09h32

Há um impasse para o que a Prefeitura imagina ser a solução para o comércio popular no Brás, na Rua 25 de Março, no Bom Retiro e em Santa Ifigênia. O Circuito das Compras, shopping popular anunciado em fevereiro pela Prefeitura (três meses depois de assumir provisoriamente a administração da Feirinha da Madrugada), é a aposta do prefeito Gilberto Kassab (PSD) para atender às demandas de camelôs, lojistas e clientes, reurbanizar o Pátio do Pari, acabar com a cobrança de propina, resolver a ocupação de camelôs em ruas do centro e, de quebra, fiscalizar o pagamento de impostos. Mas falta garantir o terreno.

A expectativa agora da gestão Kassab é de obter no próximo mês a posse do Pátio, que pertenceu à Rede Ferroviária Federal (RFFSA). A previsão anterior era julho, com obras começando no início do ano que vem. "É um passo importante para dar tranquilidade. Hoje há uma grande insegurança", reconhece o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Marcos Cintra.

A negociação com a Superintendência de Patrimônio da União (SPU) completará um ano no mês que vem. E o órgão federal não quer ceder o espaço em definitivo ou sem contrapartidas. Uma delas é ter equipamentos sociais no local, como creche, conjuntos habitacionais com 700 apartamentos e uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

O shopping de 80 mil m², promete o governo, deve abrigar 4,2 mil comerciantes, com prioridade para os donos de boxes cadastrados atualmente na Feirinha e camelôs de rua com licença (Termo de Permissão de Uso). O investimento previsto é de R$ 300 milhões, segundo Cintra. À frente do projeto na gestão Kassab, ele diz estar confiante, porque a presidente Dilma Rousseff e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, aceitaram ceder o terreno mediante pagamento. A administração da área será concedida à iniciativa privada por 30 anos. Depois, a área e os prédios voltariam para a União.

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