Para polícia, morte de empresário em Guarujá foi execução

Empresário havia parado sua picape no semáforo quando foi abordado por dois homens, que atiraram

Rejane Lima, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2008 | 15h40

O empresário da área portuária Agildo Donatelli Pinto, de 39 anos, foi assassinado com pelo menos 10 tiros na tarde de segunda-feira no Guarujá, na Baixada Santista. A Polícia descartou a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) e não tem dúvidas de que a morte foi uma execução.   O crime aconteceu por volta das 16h45 de segunda-feira, 9, na Avenida Adhemar de Barros, próxima à travessia de balsas entre Guarujá e Santos. O empresário havia parado sua picape Mitsubishi L200 no semáforo do cruzamento com a avenida Helena Maria quando foi abordado por dois homens em uma moto Honda Titan azul. De acordo com testemunhas, entre elas um agente de trânsito, o garupa da moto sacou uma arma e, sem dizer nada, disparou contra a vítima diversas vezes, fugindo em seguida. Os bandidos estavam de capacete, com a viseira fechada e a placa da moto estava dobrada, impossibilitando a identificação.   O empresário morreu na hora, mas como a picape possui câmbio automático, o veículo andou alguns metros após os tiros, tendo sido parado pelo agente de trânsito. De acordo com o delegado assistente do Guarujá, Luis Ricardo Lara Dias Junior, a polícia ainda não tem nenhum suspeito. "Os investigadores já estão na rua atrás de pistas. Estamos aguardando os laudos e vamos conversar com a família durante a semana para tentar descobrir o que teria motivado o crime", afirmou Lara.   O exame do Instituto Médico Legal (IML) esclarecerá quantos tiros foram disparados contra o empresário, pois foram encontradas no chão dez cápsulas deflagradas de pistola calibre 380, já a vítima possuía 14 perfurações no corpo. "Só o laudo vai mostrar quantos tiros o atingiram, pois as perfurações podem ser de entrada ou saída das balas", explicou o delegado.   Agora, a Polícia tenta identificar os criminosos e a motivação do crime. "Pode ser vingança, crime passional, ou qualquer outra motivação", afirmou Lara. A única certeza é que não havia intenção de roubar, pois no interior do veículo foram encontrados um laptop, uma câmera digital, R$ 2 mil em dinheiro, além de vários cheques assinados. Pinto era sócio de uma empresa em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, que realiza retirada de óleo de navios e morava no bairro do José Menino, em Santos.

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