Para Polícia Civil, abordagem a filho de Alckmin é crime comum

Secretaria de Segurança Pública não confirma a informação; suspeitos são procurados

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

07 Fevereiro 2014 | 17h07

SÃO PAULO - O caso dos quatro criminosos que abordaram o carro em que estavam o filho e a neta do governador Geraldo Alckmin (PSDB) no domingo, 2, é um crime comum, de acordo com a investigação da Polícia Civil. Os criminosos já foram identificados e estão sendo procurados pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Com isso, o caso entra para as estatísticas de tentativa de roubo na região.

A Secretaria de Segurança Pública não confirma a informação e diz que a motivação do crime só será verificada com a prisão dos suspeitos.

Agentes já estão de campana em busca dos quatro criminosos que fecharam o veiculo que Thomaz Alckmin dirigia, em uma alça de acesso da Marginal do Pinheiros, no Morumbi, zona sul.

Abordagem. O filho e a neta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ficaram no fogo cruzado entre a escolta e um grupo de quatro homens armados que os abordaram no Morumbi, zona sul, no domingo, 2. Thomaz, de 30 anos, dirigia um Hyundai I30 e levava a filha de 9 anos para a casa da mãe, às 21h20, quando o motorista de um Nissan Tiida, que seguia à frente, fez uma manobra e fechou a passagem.

A abordagem aconteceu em uma alça de acesso da Marginal do Pinheiros. Ao sair do Nissan, os bandidos teriam gritado "Mata!" duas vezes. Rapidamente, os seguranças, que estavam em um veículo mais atrás, reagiram. Thomaz chegou a sair do carro no confronto.

Segundo a polícia, os seguranças se posicionaram de forma a garantir que pai e filha saíssem ilesos. Policiais acreditam que ao menos um dos bandidos tenha sido ferido: o carro foi encontrado 400 metros depois, com manchas de sangue.

O caso reforçou o clima de tensão permanente entre a Casa Militar e assessores de Alckmin. O carro pertencia à mulher de Thomaz e não era blindado. Os militares pressionam para que o governador e a família aceitem reforço da segurança. Em várias ocasiões, porém, o filho pediu dispensa da escolta.

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