Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Para PCJ, situação do Sistema Cantareira continua crítica

Diretor executivo do Consórcio das Bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí indica que a redução de consumo deve ser mantida

José Maria Tomazela, O Estado de S. paulo

26 Março 2015 | 18h45

INDAIATUBA - Apesar das chuvas, o Sistema Cantareira ainda opera com nível entre 50% e 60% menor do que tinha no mesmo período de 2014, disse nesta quinta-feira, 26, o diretor executivo do Consórcio das Bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), Francisco Lahóz. "A situação (do Cantareira) não é tranquila, pois foi usado até seu volume estratégico e só recuperamos uma parcela desse volume. Insistimos na necessidade de reservar água e evitar perdas", disse.

Conforme dados do PCJ, embora as chuvas de fevereiro deste ano tenham sido acima da média, no mês de janeiro elas ficaram 50% abaixo e no mês de março ainda não ultrapassaram a média histórica. A expectativa é de que o ciclo das chuvas, que normalmente vai até o último dia de março, se estenda por mais um mês. "Como 2014 foi um ano atípico e as chuvas atrasaram, talvez esteja acontecendo um deslocamento climático, que podem levar as chuvas a se estenderem até abril. Se isso acontecer, podemos recuperar o Cantareira e ainda manter os rios do PCJ com bom volume de água."


Como essa ocorrência de chuvas ainda não é apontada pelas previsões climáticas, ele indica que as ações de redução de consumo e de preservação da água da chuva sejam mantidas ou adotadas. "Insistimos na construção de cisternas em São Paulo para reservar água da chuva, pois isso até reduz as enchentes. Estamos propondo que a água dos piscinões da capital seja revertida para o sistema para ser tratada e usada." Ele espera ainda que o governo paulista inicie este ano a construção de reservatórios nos rios Jaguari, em Pedreira, e Camanducaia, em Amparo, para aumentar a disponibilidade de água na região do PCJ, no interior.

Estudo do consórcio mostra que pelo menos vinte municípios das regiões de Campinas e Piracicaba têm reservas de água para cerca de cinco meses. Se a estiagem prevista para abril se estender até o fim do ano, municípios como Valinhos, Vinhedo, Saltinho, Nova Odessa e Cosmópolis, que já tiveram racionamento no ano passado, podem ficar sem água. Embora tenham reservatórios cheios, o volume é pequeno comparado ao consumo e eles dependem das chuvas para serem abastecidos. De acordo com o PCJ, prefeituras e serviços de abastecimento já foram alertados sobre esse cenário.

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