Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE

Para passageiros, situação no dia a dia 'só piora'

Nos horários de pico, é difícil até realizar operações simples, como entrar e sair dos trens; 'governo deveria ter uma solução para isso', diz usuária

O Estado de S.Paulo

15 Abril 2012 | 03h01

"É lamentável isso", afirmou Bete Nunes, passageira que passou por maus momentos no vagão do Expressão, trem da Linha 11 (Luz - Guaianases-Estudantes, já em Mogi das Cruzes), ao tentar desembarcar na Estação Brás, na noite de quinta-feira. "O governo deveria ter uma solução para isso", disse, após vencer um tumulto para sair do vagão lotado. Ela havia embarcado na Luz e quase perdeu o ponto por causa da massa de apressados que bloqueou a saída na tentativa de não perder a oportunidade de voltar para casa.

"Isso é sempre assim nesse horário. E está piorando", contou um bancário que se identificou como Danilo e mora em Suzano. Ele não conseguiu embarcar com tranquilidade na Estação Brás. "Não tem jeito", declarou, pouco depois das 18h30, contando chegar em casa somente após as 20h.

Dentro do vagão, o desconforto dos passageiros é uma amostra do cotidiano dos usuários dos trens em horários de pico. Para Edna Souza, gerente de vendas, o transporte de trem "só piora". Moradora de Rio Grande da Serra, ela reclama da demora no embarque e da falta de espaço na Linha 10-Turquesa.

Em busca de um espaço para as longas viagens, passageiros costumam ocupar cantinhos para descansar no trajeto. Pela manhã, o sono é ainda uma sobra da noite interrompida para não perder a hora no trabalho; à noite, momentos de relaxamento após a dureza de um dia inteiro na região do centro expandido.

Nos entroncamentos para Francisco Morato (Linha 7 - Rubi), ou na Linha 9 - Esmeralda, que liga Osasco ao Grajaú, as cenas se repetem. Esta, segundo o próprio governo, é uma das atuais prioridades na rede por necessitar de reformas mais urgentes. Nos últimos dias, foi palco de falhas e revolta dos passageiros. É a linha que está sendo interrompida aos domingos para consertos. Fora do período crítico de lotação, final da manhã e começo da tarde, os trens oferecem boa opção de travessia na cidade. Após as 19 horas, idem. Na Luz, um gargalo evidente pela condição de patrimônio tombado, há até um salão com piano para distração de usuários. Mas, na correria, pouca gente nota. / PABLO PEREIRA

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