Para o mercado, 'estrago é profundo'

Assim como a pirataria na música e no cinema, as falsificações lançam um clima de insegurança no mercado de arte. Para o consultor da área João Carlos Lopes dos Santos, o crime enfraquece o futuro universo de colecionadores do artista. "Você busca na internet e a primeira coisa que vem é a notícia da falsificação. Por maior que seja o interesse na obra, ninguém fica tranquilo."

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2010 | 00h00

A informalidade que impera no mercado - a negociação "amigável" entre marchand e colecionador é comum - também expõe a fragilidade desse meio. "Pelo menos um recibo ou certificado de autenticidade tem de ter", diz o advogado Wilson Jabur, especialista em propriedade intelectual. Em casos como este, em que até o certificado era cópia, o crime de falsidade documental soma-se ao de estelionato.

"Não é como roubar celular". "Existe um grupo que conhece a obra do meu pai e já fez falsificações mais discretas. Estamos tentando limpar o mercado dessas obras", conta Mariana Martins, dona da Galeria Choque Cultural, na capital paulista, e filha de Aldemir Martins. "Fica aquilo de "ah, o mercado brasileiro é cheio de coisa falsa". O estrago é profundo. Não é como roubar um celular", ressaltou.

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