Para MP, padre Júlio é vítima de extorsão

Documento foi enviado pelo Ministério Público há cerca de dez dias, mas, só foi divulgado nesta quarta-feira

Eduardo Reina, de O Estado de S. Paulo,

20 de fevereiro de 2008 | 15h54

Documento enviado pelo Ministério Público de São Paulo ao juiz da 31ª Vara Criminal de São Paulo (Barra Funda), Caio Farto Salles, classifica o padre Júlio Lancellotti como vítima de extorsão de uma quadrilha formada pelo ex-interno da Febem Anderson Batista, sua mulher, Conceição Eletério, e os irmãos Evandro e Everson Guimarães.    Caso padre Júlio   Todas as notícias sobre o caso    O documento foi enviado pelo Ministério Público há cerca de dez dias. O MP conclui que "não resta dúvida de que os acusados associaram-se em quadrilha com a finalidade de praticar reiteradamente delitos de extorsão contra a vítima (padre Júlio Lancellotti) e que esses delitos ocorreram de forma continuada desde o ano de 2004.",   Em depoimento à polícia, Batista negou a extorsão. Disse que mantinha relações sexuais com o religioso desde os 16 anos e afirmou que o padre lhe dava dinheiro espontaneamente. Seu advogado, Nelson Bernardo da Costa, chegou a afirmar que o padre havia dado mais de R$ 600 mil a seu cliente. A conclusão do inquérito policial, em novembro do ano passado, também classificou Lancellotti como vítima de extorsão.

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