Para ministro-chefe do Gabinete de Segurança, quebra-quebra no Metrô é problema de SP

O general José Elito Siqueira atribuiu ao Estado de São Paulo a responsabilidade pela prevenção dos atos

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

05 de junho de 2014 | 17h22

BRASÍLIA - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito Siqueira, atribuiu ao Estado de São Paulo, responsabilidade na prevenção do quebra-quebra que houve na estação de Metrô Itaquera, em decorrência da greve dos metroviários. 

"Não posso falar de um problema do Estado de São Paulo. A responsabilidade lá é de um comitê (que coordena a segurança local) que é formado pelas autoridades do Estado de São Paulo, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e Policia Federal, em São Paulo. De todo mundo que já está lá. O Brasil é muito grande. Cada estado tem um comitê designado que é responsável (pelo que acontece na área) e eles é que têm de dizer", justificou o ministro. 

O general José Elito acrescentou que "não dá para Brasília ficar pensando o que fazer em um problema em Manaus". Para ele, "cada autoridade, de cada área" tem de exercer o seu papel, sejam os ministérios da Justiça e Defesa, a Inteligência e governo do Estado. Se esquivando de fazer qualquer comentário sobre o quebra-quebra que atingiu a estação de Metrô Itaquera, uma das principais via de acesso à Arena Corinthians, que vai sediar a abertura da Copa dentro de uma semana, o general Elito, declarou: "quem pode dizer realmente o que aconteceu são as autoridades, seja da segurança pública, seja da Defesa, seja do governador do Estado, mas lá em São Paulo. Aqui (em Brasília), não seria ético eu dar uma opinião". 

O ministro Elito afirmou ainda que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), subordinada a ele, sabia das manifestações e da greve há dias. "Todo mundo sabe há vários dias. Mas quebra-quebra não quer dizer manifestações", declarou ele, ressalvando que os protestos de quarta-feira, foram "pacíficos".

Apesar dos problemas de quebra-quebra no metrô, o general Elito fez questão de garantir que "as coisas vão bem" e "a Copa vai ser um sucesso". Segundo ele, "o governo está atento e os órgãos, trabalhando integradamente. O ministro lembrou também que há dois anos a Copa do Mundo está sendo planejada. "Com problemas, ou sem problemas, há um planejamento bastante integrado de todo mundo. Porque, como a presidenta (Dilma) falou, a Copa é para todos os jogadores, população, Brasil. Então, a gente tem que pensar desta forma e minimizar ou evitar que problemas aconteçam".

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