Para manter retirada de água, Sabesp tenta mudar regra

Cantareira viveu severa crise de estiagem em 1953; eventos climáticos daquele ano também se repetiram em 2014

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

12 Julho 2015 | 22h23

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirma que é possível manter a retirada máxima de água do Sistema Cantareira em 33 mil litros por segundo para atender a região metropolitana sem colocar o manancial em risco. Para isso, a estatal defende a mudança nas regras de operação dos reservatórios. 

 

Em documento enviado em maio ao Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), para a renovação da outorga do Cantareira, a Sabesp sugere um modelo de operação que “antecipa reduções gradativas de retirada de água com base em um indicador do estado do sistema”. Ou seja, se a entrada de água nas represas cai, a retirada para o abastecimento da capital e do interior também é reduzida.

 

Segundo a Sabesp, se a regra tivesse sido aplicada a partir de 2012, quando a entrada de água no Cantareira começou a ficar abaixo da média histórica, não teria sido necessário retirar água do volume morto, que passou a ser explorado em maio de 2014.

 

Na prática, porém, as reduções na captação só começaram a ser feitas em março do ano passado, quando o manancial já havia atingido nível crítico: 16%. 
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