Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Para mãe que perdeu filho, falta empenho da polícia

Rapaz foi assassinado em maio, no Sacomã, zona sul, quando saía do banco com R$ 2,5 mil. Até agora, ninguém foi preso

11 Dezembro 2011 | 23h02

SÃO PAULO - A dona de casa Sandra Deogracia dos Santos, de 49 anos, gostaria que a polícia tivesse o mesmo empenho para esclarecer a morte do filho dela, o auxiliar administrativo Christopher Cirilo de Assis, de 21, que o demonstrado na investigação do latrocínio ocorrido dentro do estacionamento da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Os dois crimes aconteceram em maio, com oito dias de diferença. Os dois acusados de matar o universitário Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, já estão presos. Os assassinos do filho de Sandra continuam foragidos.

"Eu acho que a polícia leva em consideração o poder aquisitivo das vítimas para investigar esses crimes. Meu filho era um cidadão de bem, trabalhava desde os 14 anos", diz Sandra. Christopher foi morto após sacar R$ 2,5 mil em uma agência bancária do Sacomã, na zona sul. Ele tentou correr ao ser abordado por dois ladrões que queriam o dinheiro. Um dos bandidos atirou na vítima e pegou o dinheiro. Depois, subiu em uma moto e fugiu com o comparsa.

O auxiliar administrativo planejava usar o dinheiro para pagar uma dívida da compra de uma moto, adquirida havia dois anos. "Eu negociei a dívida com a financiadora e paguei depois de algum tempo. Deixei a moto na casa do meu irmão, pois ela trazia muita recordação. Vou tentar vendê-la", afirma Sandra.

O latrocínio aconteceu dois meses antes de Christopher ficar noivo de uma estudante de 17 anos com quem namorava havia um ano. "Ele ia oficializar a relação no dia em que ela completaria 18 anos", conta a dona de casa.

 

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