Para mãe de jovem morto, 'tribunais acolhem assassinos'

Christiane Yared, mãe de Gilmar Rafael Yared - morto em um acidente de trânsito em maio de 2009, em Curitiba, provocado pelo então deputado estadual do Paraná Fernando Ribas Carli Filho -, disse ontem ter recebido com "muita preocupação" a decisão do Superior Tribunal de Justiça que na prática pode tornar ineficaz o teste do bafômetro. O ex-deputado não permitiu que fosse feito exame de dosagem alcoólica. As provas da defesa baseiam-se em depoimentos.

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2010 | 00h00

Por e-mail, Christiane disse que "a lei seria mais dura se os filhos mortos fossem os dos senhores juízes e senhores parlamentares que criam leis que favorecem os criminosos que infestam nossa sociedade, interrompendo sonhos e realizações de jovens que antes enchiam casas de alegria e hoje enchem cemitérios". "O País chora e lamenta que seus tribunais acolham os assassinos de trânsito que circulam completamente embriagados, com direito a matar, e que ainda os ajudam a burlar as leis, não produzindo provas contra si mesmos", continuou ela.

Para ajudar famílias, Christiane fundou o Instituto Paz no Trânsito. "Os assassinos de trânsito multiplicam-se como uma grande epidemia e o único antídoto está nas mãos da sociedade que precisa urgentemente acordar deste pesadelo vivido por centenas de famílias."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.