Para Lula, investigação não afeta aliança com Kassab

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva minimizou os efeitos políticos da troca de acusações entre as gestões Fernando Haddad (PT) e Gilberto Kassab (PSD) por causa das fraudes na Prefeitura. E voltou a defender uma aliança com o ex-prefeito para a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014. Em visita a Campo Grande (MS), Lula afirmou que "as pessoas têm consciência política de que uma divergência numa cidade, num Estado (São Paulo), não pode atrapalhar uma aliança nacional", ressaltou.

Lucia Morel, Especial para o Estado / CAMPO GRANDE, O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2013 | 02h05

Nos bastidores, tanto o ex-presidente quanto aliados da presidente Dilma têm visto com preocupação as crescentes críticas do prefeito petista - ele já chegou a chamar a gestão anterior de "um descalabro" e integrantes do atual governo fazem sempre questão de dizer que a fraude se refere à administração de Kassab.

Já Lula chegou até a articular uma aliança direta com o ex-prefeito, em uma chapa ao governo do Estado para 2014 que o teria como vice e seria encabeçada pelo atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Apesar de rebater as críticas de Haddad, Kassab vem reforçando seu apoio à presidente. "O fato de o Kassab declarar apoio à Dilma Rousseff só mostra que ele está cumprindo aquilo que acordou com ela há vários meses. Demonstra, assim, que o problema de São Paulo vai ser resolvido em São Paulo e o problema nacional vai ser resolvido com a conversa com a presidente", afirmou Lula.

No domingo, em São Bernardo do Campo (SP), o ex-presidente já havia dito que "o cargo exige" que Haddad leve adiante as investigações de corrupção. "Está fazendo as coisas que um prefeito deve fazer. Ele abriu uma investigação e está apurando, mas esse é um processo que ainda está no começo", afirmou, na sede do Diretório Municipal do PT. E reiterou sua confiança na administração petista. "Essa investigação cabe ao Ministério Público, à Polícia Federal e à Polícia Civil, e o Haddad vai ter de continuar administrando São Paulo."

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