Para Kassab, implosão de edifício na Favela do Moinho foi um 'sucesso'

Apenas dois dos seis andares do prédio foram abaixo, mas prefeito nega falha

Caio do Valle, do Jornal da Tarde

01 de janeiro de 2012 | 19h51

Somente dois dos seis andares do antigo Moinho Central, no bairro de Campos Elíseos, no centro, vieram abaixo após a implosão promovida na tarde deste domingo, 1º, pela Prefeitura – o restante ficou praticamente intacto, inclusive duas torres nas extremidades da edificação.

 

O imóvel de 20 mil metros quadrados ameaçava cair desde que um incêndio abalou suas estruturas, no último dia 22, deixando duas pessoas mortas. A implosão parcial frustrou a expectativa dos vizinhos, que esperavam que toda a estrutura fosse abaixo.

 

 

Apesar disso, o prefeito Gilberto Kassab (PSD), que acompanhou a implosão no mesmo dia em que teve início o último ano de seu mandato, afirmou que a ação foi um “sucesso” e que não houve falha.

 

“O volume de explosivos foi dimensionado não apenas para que fosse feita a implosão, mas também para que fossem preservadas as duas linhas ao lado do prédio”, disse. “A prioridade não era a implosão do prédio. A prioridade é o restabelecimento do transporte de passageiros e do transporte de carga.”

 

Com isso, segundo Kassab, as composições das linhas 7-Rubi e 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) poderão voltar a circular no trecho na terça-feira. Já as composições de carga, na quarta ou na quinta-feira.

 

Detritos. O custo da implosão foi de cerca de R$ 3,5 milhões, pagos às empresas Desmontec - que detonou os explosivos - e Fremix, que será responsável por transformar os detritos em brita. Segundo Kassab, moradores do entorno do prédio do antigo moinho e passageiros da CPTM não correm risco.

Ao todo, 800 quilos de explosivos foram utilizados em 2,2 mil furos feitos em 260 pilares do térreo e do primeiro andar da edificação. O coronel Jair Paca de Lima, da Defesa Civil, afirmou que cerca de 500 das 2,5 mil pessoas que moram na Favela do Moinho tiveram de deixar os barracos durante as explosões. Outros 5 mil moradores das imediações também precisaram sair temporariamente de suas casas.

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