Para instrutor, processo não é exigente

A formação deficiente dos motoristas é reconhecida até por instrutores de autoescola. "A prova para tirar carteira é muito mais psicológica do que prática", diz Daniel Souza Paião, supervisor da Auto Escola R5, na Lapa, zona oeste. "Uma volta no quarteirão avalia se alguém sabe dirigir? Não." Segundo ele, a aula noturna não basta para melhorar a direção. "É útil, mas não muda nada. Em vez de dar a volta na quadra de dia, vai dar de noite. O problema é que o tempo de curso e a prova não são suficientes."

Damaris Giuliana, O Estadao de S.Paulo

19 Março 2010 | 00h00

A aprovação da lei que obriga os novos condutores a ter aulas noturnas divide opiniões. Para a instrutora Marilza Minato, de 53 anos, que trabalha na Lotus Auto Escola, no Bom Retiro, região central, a medida é absurda. "O que estão fazendo não leva em consideração a segurança. A gente não pode ficar em qualquer lugar. Tem muita rua sem iluminação, sem polícia", argumenta.

Para saber no que a decisão vai influenciar, "primeiro é preciso saber o que vão exigir, a partir de que horas, quantas aulas", pondera o dono da Brooklin Auto Escola, na zona sul, Arnaldo Macedo Júnior, de 61 anos.

Fábio de Marmo Silva, de 39, dono da Marechal Auto Escola, em Santa Cecília, na região central, acredita que a medida pode ajudar na formação. "Favorece na instrução se o aluno já tiver noção." Para ele, haverá aumento de custos.

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