Para impedir a extinção das livrarias de Quartier Latin

Poucos lugares no mundo são tão ligados à intelectualidade quanto Quartier Latin, em Paris. Ainda assim, a região onde fica a Universidade Sorbonne enfrentou uma debandada de atividades ligadas à academia: em 15 anos, o número de livrarias caiu de 300 para cerca de 150, segundo o prefeito da cidade, Bertrand Delanöe, divulgou em seu blog.

, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2010 | 00h00

Cabe ao poder público fazer algo a respeito? Para Delanöe, sem dúvida que sim, afinal, Quartier Latin faz parte da "alma intelectual de Paris".

Em 2008, a prefeitura delegou a uma empresa de economia mista a tarefa de reverter esse processo. Essa espécie de agência de fomento compra imóveis e depois aluga a valores subsidiados. A contrapartida do locatário é instalar uma das atividades determinadas pela prefeitura - no caso, livrarias, pequenas editoras e espaços culturais.

A medida é polêmica: críticos dizem ser intervencionismo o que entusiastas chamam de defesa do interesse coletivo. Seja como for, novas livrarias estão surgindo em Quartier Latin. Nessas novas lojas, muito provavelmente a política de Delanöe desperta discussões entre os intelectuais.

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