Para Igreja, o jeito é adaptar-se ao 'novo tempo'

"Velar o corpo vem perdendo a importância na sociedade atual", diz o padre Daniel Koo, de 35 anos, da Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Aclimação, bairro na região central de São Paulo. "É uma mudança gradual. Os velórios estão cada vez mais rápidos. No dia seguinte, todos têm suas atividades normais e as cerimônias desse tipo viram um incômodo. É uma adaptação aos novos tempos."

, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2010 | 00h00

No ritual mais tradicional da Igreja Católica, os velórios aconteciam em missas de corpo presente. "Hoje, ninguém teria tempo para isso. Agora estamos diante de um novo ajuste provocado pela falta de segurança. Não há mais como fazer velório à noite." Mas, segundo o padre, essa mudança de ritual não prejudica o cristão que morreu, que segundo a Igreja, está, na verdade, nascendo para a vida eterna. "O importante é o rito das Exéquias. O corpo é aspergido com água benta e há orações para que a alma seja acolhida no céu."

Para os protestantes da Igreja Adventista do 7º Dia, o velório não é um ritual religioso. "Não há vida depois da morte. Portanto, o velório é apenas uma cerimônia de despedida feita para os parentes e amigos que sofreram a perda", explica Edson Nunes Júnior, pastor da Comunidade Nova Semente, no Paraíso, zona sul de São Paulo. "Fechar ou não o velório à noite é uma opção da família, que não tem nada a ver com a religião." / V. F.

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