Para Igreja, impunidade leva a novas chacinas

O padre Antonio Pereira, responsável pela Comunicação da Arquidiocese de São Paulo, avalia que a impunidade do massacre da Sé, em 2004, quando sete pessoas foram executadas, permite que casos como o do Jaçanã se repitam ao longo dos anos. Até hoje, ninguém foi punido. Ele também diz que a atual política municipal para os moradores de rua não rendeu frutos.

, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2010 | 00h00

Em novembro de 2004, o Ministério Público defendeu que houve um genocídio e denunciou cinco PMs e um segurança por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima), formação de quadrilha e associação para o tráfico. De acordo com a denúncia, o grupo comandaria um esquema criminoso.

Na primeira instância, o juiz Richard Francisco Chequini rejeitou a denúncia, por considerar que não havia provas contra os suspeitos nem indícios que os colocassem no local dos crimes. O MP recorreu.

Em dezembro daquele ano, a 13.ª Câmara Criminal rejeitou a denúncia contra quatro PMs. Para os desembargadores, só havia indícios para a abertura de ação penal contra um dos soldados e o segurança particular. Mesmo nesse caso, os dois acusados iriam responder por apenas um dos assassinatos. O MP voltou a recorrer e o caso foi para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Sem testemunhas. Um mês após o massacre, a única testemunha de uma das mortes na Sé foi assassinada, com três tiros. No processo consta que morreu porque teria roubado o celular de um policial.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.