Para Haddad, há um ‘choque de cultura’ em relação a ciclovias

Prefeito de São Paulo disse que 'forças conservadoras' atuam na cidade, mas que 'rapidez de adaptação é notável'

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2014 | 22h27

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta terça-feira, 7, que “forças conservadoras” atuam na cidade de São Paulo, mas “a rapidez da adaptação é notável”. A afirmação foi feita ao analisar o impacto e a aceitação das ciclovias - desde junho, sua gestão entregou 82,9 quilômetros de vias exclusivas para bicicletas. “Daqui para frente, toda ponte terá de ser pensada neste sentido (de receber ciclovias).”

Haddad disse que, em um primeiro momento, houve um “choque de cultura”, mas que a população depois entendeu e aprovou a iniciativa de ampliar a quantidade de ciclovias (anteriormente, a capital tinha apenas 63 quilômetros, menos do que cidades como Rio e Bogotá, por exemplo).

“São 50 anos de uma tradição. E você não muda 50 anos de história em 50 dias. Você precisa de um pouquinho mais de tempo. Agora, acho que a reação está sendo muito positiva. Acho que as pessoas reclamam de um suposto conservadorismo do paulistano. Eu acho que é o contrário. Acho que a rapidez da adaptação é que é notável.”

“Não existem obstáculos insuperáveis. Temos de dar cada vez mais para o paulistano as condições de ele repensar os seus hábitos, a sua mobilidade”, continuou o petista. Para ele, pedestres, ciclistas e usuários de transporte público devem ser estimulados a continuar nesses modais. “Eles contribuem com a funcionalidade da cidade. E é isso que está acontecendo.” 

Democracia. Para o prefeito paulistano, no entanto, há outros interesses em jogo. “Atuam sobre a cidade forças conservadoras, mas, efetivamente, esta cidade já deu provas de que sabe ousar. Por que nem sempre ousa? Porque atuam sobre a cidade forças conservadoras. E nós sabemos que existem, são legítimas e democráticas.” 

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