Para governo, ajuda é liberada

Para o promotor Luiz Roberto Faggioni, um dos autores da ação civil pública que pede a suspensão da resolução, a norma privilegia a investigação em detrimento da prestação de socorro. "Ela joga em cima de uma corporação que tem 80 mil homens a suspeita de que sempre que um policial colocar um indivíduo baleado dentro de um carro ele será o culpado por essa morte", disse. Ele defende que a secretaria faça acordo com o Samu e estabeleça um protocolo de como agir nesses casos.

Marcelo Godoy e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

16 Maio 2013 | 02h02

Já a Secretaria da Segurança Pública afirmou que a resolução não proíbe policiais de transportar ou prestar os primeiros socorros a vítimas quando julgarem necessário. Procedimento operacional padrão divulgado junto da medida afirma que isso é possível quando não houver tempo para esperar atendimento especializado.

"Se o policial chamar o Samu ou a unidade de resgate e não houver viatura disponível ou se o tempo estimado para a chegada do pessoal especializado implicar risco à vida da vítima, é evidente que o policial é quem vai socorrer", disse a nota. Outro argumento do governo é a queda de 40% no número de mortes decorrentes de intervenções policiais desde a publicação da resolução.

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