Para ganhar tempo, carro na garagem e ônibus

Nos 12 quilômetros que separam sua casa no Ipiranga, na zona sul, até o bairro da Liberdade, no centro, onde trabalha, a operadora de turismo Patrícia Andrade gasta diariamente uma hora e meia de carro. Para evitar dores de cabeça e perda de compromissos, às vezes usa metrô ou ônibus. A opção pelo transporte público torna o percurso mais rápido: 50 minutos. "Vale até mesmo táxi. Sai mais barato, não precisa pagar estacionamento e não há risco de assalto."

, O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2010 | 00h00

Para Patrícia, as restrições do trânsito de caminhões na Marginal do Pinheiros e nas Avenidas Jornalista Roberto Marinho e dos Bandeirantes, além da ampliação das pistas da Marginal do Tietê, ajudaram a melhorar o trânsito. "Mas não o suficiente. Caminhões continuam a atormentar todo mundo."

O auxiliar administrativo Carlos Pereira, que mora em Itaquera, na zona leste, e trabalha na Avenida Luiz Carlos Berrini, na zona sul, aproveita o trânsito para escutar audiolivros e relaxar. "Não consigo me concentrar direito, mas vou escutando."

Já o engenheiro Ascânio Vicente Baldin não dispensa seu carro, onde passa pelo menos quatro horas por dia indo de um cliente para outro. "Preciso toda hora carregar computador e malas de equipamentos", afirma. Em sua opinião, a falta de planejamento no transporte público é o grande problema de São Paulo.

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