NILTON FUKUDA/ESTADAO
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Por maior segurança, Prefeitura remaneja blocos do Largo da Batata

Eventos não oficiais estariam provocando confusão com os blocos cadastrados

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2019 | 20h12

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo decidiu remanejar, por questão de segurança, o trajeto dos blocos desta segunda, 4, e terça-feira, 5, que passariam pelo Largo da Batata, na região oeste da capital. A administração diz que a mudança teria ocorrido por causa da realização de "rolezinhos" no local. 

Com a concentração gerada por eventos não oficiais no local, houve o registro de muitos casos de roubo e violência no local. 

A programação dos demais blocos permanece sem alteração. 

Os blocos Não serve Mestre e Me Lembra que eu Vou, marcados para esta segunda, tiveram a concentração alterada para a rua Henrique Schaumann, na altura da rua Teodoro Sampaio. Já o Bloco da Latinha Mix, terá concentração na avenida Pedro Álvares Cabral. 

Patrícia Monteiro, uma das fundadoras do bloco Não Serve Mestre, diz que os organizadores foram convocados pela prefeitura neste domingo, 3, para discutir opções de remanejamento. "Nos disseram que estava muito perigoso. Muitas brigas, roubos, arrastão. A gente ainda não sabe como vai ser essa mudança, estamos há 10 meses nos preparando e divulgando o bloco há muitos meses. É complicado, mas também não podemos colocar a integridade física das pessoas em risco", diz.

Desde o pré-carnaval, a grande concentração de pessoas que permaneciam no local mesmo depois do encerramento dos blocos tem gerado confusão. Nos últimos dois sábados, a Polícia Militar usou bombas para dispersar os foliões. 

Na tarde deste domingo, 3, houve confusão novamento. A polícia fez cordões de isolamento para evitar arrastões.

O Estado procurou a Secretaria Estadual de Segurança Pública para comentar sobre os casos de violência no local, mas ninguém foi localizado. 

Histórico

Há ao menos três anos, a grande aglomeração de pessoas no Largo da Batata desafia a Prefeitura e a polícia. Pela proximidade com os blocos que saem de Pinheiros, muitos foliões se concentram na região e permanecem no local mesmo após o término dos desfiles. Há também grande presença de vendedores ambulantes não autorizados. 

Em 2017, o secretário municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda, admitiu na manhã desta segunda-feira, 20, que a folia no Largo da Batata "saiu do controle" da Prefeitura. Na ocasião, a expectativa era de que 250 mil pessoas fossem para o local no fim de semana de pré-carnaval, mas o público registrado foi quase três vezes maior, com 700 mil foliões. 

 

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