Para fugir de incêndio, mulheres pulam de ônibus em movimento

Sete mulheres se feriram ao se jogar de um ônibus em movimento no Viaduto Diário Popular, no centro, por volta das 7h de ontem. Segundo a polícia, um princípio de incêndio assustou as vítimas, que pediram que a portas fossem abertas. O cobrador e o condutor também saltaram e o veículo só parou ao bater em uma mureta de concreto.

FABIANO NUNES, FELIPE TAU, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2011 | 03h04

Até o fim da noite de ontem, uma mulher de 62 anos estava internada em estado grave no Hospital das Clínicas. Outra, com a bacia quebrada, passou por cirurgia na Santa Casa. Mais três vítimas estavam no Hospital Municipal do Tatuapé e no Hospital do Servidor Público Municipal, com quadro estável.

O ônibus, da linha 9203/10, é da Viação Tupi, do Consórcio Unisul, e fazia o trajeto entre as Estações Brás e Conceição do Metrô. O viaduto ficou fechado das 7h11 às 8h38.

"O motorista disse que, quando apertou o botão desligando a campainha de parada de deficientes, começou a sair fumaça da porta do meio", contou o delegado Rogério dos Santos Gimenes, do 8.º DP (Brás). "Afirmou que a fumaça se espalhou pelo interior do ônibus e viu fogo saindo pelas frestas do assoalho."

"Ele relatou que, depois de abrir a porta, o painel apagou e perdeu o freio", explicou Gimenes. O condutor Leonardo Almeida Neri, de 50 anos, tem habilitação há 30. O supervisor da Viação Tupi, Renato Alexandre da Silva, disse que o ônibus, modelo 2010, não perdeu o freio e estava com a manutenção em dia.

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