WERTHER SANTANA/ESTADÃO
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Para filho de idoso morto em ciclovia, falta sinalização

Eduardo Carvalho disse que vai conversar com seu advogado para verificar 'medidas cabíveis' contra a Prefeitura de São Paulo

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2015 | 12h36

SÃO PAULO - O filho de Florisbaldo Carvalho da Rocha, de 78 anos, morto na segunda-feira, 17, depois de ter sido atropelado por uma bicicleta na Avenida General Olímpio da Silveira, em Santa Cecília, região central de São Paulo, disse que vai conversar com seu advogado para verificar "medidas cabíveis" contra a Prefeitura. Para ele, falta sinalização na via e o local é inapropriado para receber uma ciclovia.

O administrador de empresa Eduardo Carvalho contou que pai passou por um tratamento de saúde contra uma infecção há pouco tempo e que estava "na melhor fase de sua vida." 

"Estava lúcido, conversava. Eu ligava sempre, visitava toda a semana". O pai havia completado 78 anos no dia 10 deste mês. "Num dia eu estava comemorando o aniversário e no outro, estou no enterro dele", disse.

Moradores da região onde ocorreu o acidente já prometem fazer um protesto no próximo domingo por causa do perigo que a ciclovia apresenta aos pedestres.

Ao longo dos 3,5 quilômetros de faixas para bicicletas há seis pontos de parada, 31 pilastras e diversas bifurcações nas vias vermelhas que colocam uma bicicleta de frente para outra ou apontadas diretamente para os passageiros nos pontos de ônibus.

 

Três dias antes da inauguração da faixa para bicicletas, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse estar confiante na capacidade de adaptação de pedestres, ciclistas e passageiros de ônibus para evitar colisões. Segundo Haddad, “as pessoas sabem se resolver”. 

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